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Você sabia? Amamentação reduz risco de obesidade na vida adulta

A obesidade é uma epidemia global, e sua prevalência em crianças e adolescentes vem aumentando em todo o mundo, provocando um alto impacto negativo na saúde pública. A obesidade precoce eleva o risco de doenças associadas ao excesso de peso, como diabetes, inflamações intestinais e problemas cardiovasculares, como pressão alta. A amamentação exclusiva nos primeiros seis meses de vida e continuada até dois anos ou mais é um fator de proteção contra a obesidade.

O Ministério da Saúde recomenda a amamentação até os dois anos de idade ou mais, e que nos primeiros 6 meses, o bebê receba somente leite materno, sem necessidade de sucos, chás, água e outros alimentos. Quanto mais tempo o bebê mamar no peito, melhor para ele e para a mãe. Depois dos 6 meses, a amamentação deve ser complementada com outros alimentos saudáveis e de hábitos da família.

Amamentar é muito mais do que nutrir a criança. É um processo que envolve interação profunda entre mãe e filho, com repercussões no estado nutricional da criança, em sua habilidade de se defender de infecções, em sua fisiologia e no seu desenvolvimento cognitivo e emocional.

Benefícios para o bebê: O leite materno protege contra diarreias, infecções respiratórias e alergias. Diminui o risco de hipertensão, colesterol alto e diabetes, além de reduzir a chance de desenvolver obesidade. Crianças amamentadas no peito são mais inteligentes, há evidências de que o aleitamento materno contribui para o desenvolvimento cognitivo.

Benefícios para a mãe: Reduz o peso mais rapidamente após o parto. Ajuda o útero a recuperar seu tamanho normal, diminuindo o risco de hemorragia e de anemia após o parto. Reduz o risco de diabetes. Reduz o risco de desenvolvimento de câncer de mama e de ovário.

Fonte: Ministério da Saúde / Obesidade Infantil Não (Amil).

No último dia 27/10 (sábado), fizemos um workshop de amamentação em nossa clínica com o objetivo de compartilhar informações e ajudar as mães a saberem resolver, de forma simples, as dificuldades mais comuns que possam surgir no dia dia com o bebê.

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A obesidade e o avanço do câncer colorretal

A obesidade e o diabetes tipo 2 estão diretamente associados com a prevalência e o mau prognóstico de muitos tipos de câncer em homens e mulheres. De acordo com o CDC americano (Centers for Disease Control and Prevention), 40% dos novos diagnósticos de câncer estão associados com sobrepeso ou obesidade. Assim, a epidemia de obesidade tem implicações preocupantes para a epidemiologia do câncer.

Outro fator de alerta está no fato da obesidade estar em ascensão em todo o mundo, e sua relação com o câncer colorretal já ter sido apontada por diversos estudos. No entanto, ainda há dúvidas especialmente quanto ao mecanismo responsável por essa ligação.

Diante destas questões, pesquisadores da Universidade de Yale, em Connecticut, nos Estados Unidos, promoveram o estudo Uncoupling Hepatic Oxidative Phosphorylation Reduces Tumor Growth in Two Murine Models of Colon Cancer. O objetivo era descobrir como a obesidade leva ao crescimento destes tumores, revelando estratégias potenciais para combater a doença.

Diabetes, insulina e câncer

Estudos anteriores já haviam verificados que o tratamento com medicamentos como metformina ou fenformina retarda o crescimento de adenocarcinomas. Há evidências clínicas claras de que mesmo a dose baixa de metformina oral reduz a formação de pólipos no cólon.

Liderada pela professora assistente Dra. Rachel Perry, a equipe de pesquisa estudou camundongos com tumores implantados ou modelos genéticos de câncer colorretal e iniciaram acompanhando os efeitos de uma dieta rica em gordura. Foi possível observar, nesta etapa, que os altos níveis de insulina resultantes da obesidade aceleraram o avanço do câncer colorretal.

No estudo, embora a obesidade induzida por dieta tenha promovido o crescimento tumoral em dois modelos de câncer colorretal, também revelou que o efeito é revertido, levando à redução do crescimento do tumor quando a insulina circulante em ratos alimentados com elevado teor de gordura foi reduzida.

Controle da hiperinsulinemia

Os altos níveis de insulina são a ligação entre a obesidade e o câncer colorretal. A insulina aumenta a captação de glicose nos tumores, impulsionando o seu crescimento. Também as drogas, ao reduzirem os níveis de insulina, retardaram o crescimento do tumor nos camundongos.

No estudo, foram utilizados medicamentos com mecanismos diferentes, e todos eles mostraram capacidade de retardar o crescimento do tumor com a redução da hiperinsulinemia. A reversão da hiperinsulinemia reverteu o efeito estimulante da dieta rica em gordura no desenvolvimento do tumor.

Os agentes utilizados agiram de maneira independente do peso. Esses dados não argumentam contra o efeito da obesidade no crescimento do tumor, pelo contrário. A obesidade induzida por dieta foi associada a uma maior carga tumoral em camundongos com dieta rica em gordura, mas sugerem que intervenções direcionadas à desregulação metabólica podem ser efetivas ainda que não alterem o apetite ou o peso corporal.

Estas considerações são de grande importância não apenas para os pacientes, mas também para os profissionais que atuam com pacientes oncológicos obesos.

Conclusão

Estudos realizados há mais de uma década já trouxeram dados alarmante, como, por exemplo, que, em 2050, a maioria dos americanos terá sobrepeso ou obesidade, ou que um em cada três americanos terá diabetes tipo 2. Também já se sabe que a obesidade está associada à patogênese de diversos tipos de câncer, entre eles o colorretal.

O fato da obesidade induzida por dieta ter promovido o crescimento tumoral em dois modelos de câncer colorretal, mas também que o efeito tenha sido revertido, levando à redução do crescimento do tumor quando a insulina circulante foi reduzida, são um importante indicativo de que novas pesquisas devem ser realizadas para confirmar se estas descobertas se aplicam a humanos, seja por meio de terapias redutoras de insulina ou até mesmo pela prática de atividade física.

Fonte: http://www.abeso.org.br

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Número de cirurgias bariátricas no Brasil aumenta 46,7%

Um dos reflexos do crescimento da obesidade no Brasil é a busca – cada vez maior – por tratamentos para redução de peso. Neste cenário, o número de cirurgias bariátricas realizadas entre os anos de 2012 e 2017 aumentou 46,7%.

De acordo com a mais recente pesquisa da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) foram realizados 105.642 mil cirurgias no ano de 2017 no país, ou seja,  5,6% a mais do que em 2016, quando 100 mil pessoas fizeram o procedimento no setor privado.

E os números são crescentes: em 2015 foram realizadas 93,5 mil cirurgias; em 2014, o número foi de 88 mil procedimentos; em 2013, 80 mil cirurgias e, em 2012, 72 mil cirurgias.

Para a pesquisa foram utilizados dados do Sistema de Informações Hospitalares e Datasus.

 

População elegível no Brasil – A pesquisa realizada pela SBCBM também apontou que a população elegível a cirurgia bariátrica no Brasil é de 4,9 milhões de pessoas. Pessoas com diabetes mellitus Tipo 2 (DM2), com Índice de Massa Corporal entre 30 Kg/m2 a 35 Kg/m2, e ausência de resposta ao tratamento clínico podem ter indicação para a cirurgia bariátrica. Já os pacientes com IMC maior que 35, com doenças associadas a obesidade ou acima de 40, considerada obesidade mórbida – também são elegíveis a cirurgia bariátrica.

Para que se tenha ideia, em São Paulo 1.078 milhão de pessoas são elegíveis para fazer uma cirurgia bariátrica como forma de tratar a obesidade mórbida e doenças associadas. No Rio de Janeiro o número é de 448 mil pessoas, no Rio Grande do Sul são 295 mil (confira a tabela no final do texto).

No nordeste, Pernambuco é o estado com maior número de pessoas elegíveis a realizar a cirurgia bariátrica, totalizando 315 mil. O segundo estado em número de pessoas aptas a operar é a Bahia, com 283 mil pessoas, seguida do Ceará com 196 mil pessoas, Alagoas  com 106 mil pessoas , Paraíba 87 mil pessoas, Rio Grande do Norte 82 mil pessoas e Sergipe com 65 mil pessoas.

A cirurgia realizada imediatamente após sua indicação contribui para a cura ou remissão de diversas doenças associadas à obesidade como, por exemplo, a hipertensão, problemas nas articulações, coluna e diabetes tipo2.

Apenas no Brasil são gastos anualmente cerca de R$500 milhões pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para tratar pacientes diagnosticados com Diabetes tipo 2 e doenças associadas, conforme estudo da Universidade de Brasília (UNB) e Ministério da Saúde.

Obesidade no Brasil dispara – De acordo com o presidente da  Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), Caetano Marchesini a obesidade é uma realidade para 18,9% dos brasileiros.

“Já o sobrepeso atinge mais da metade da população (54%). Entre os jovens, a obesidade aumentou 110% entre 2007 e 2017. Esse índice foi quase o dobro da média nas demais faixas etárias (60%)”, destaca o presidente da SBCBM, Caetano Marchesini.

No mesmo período, o sobrepeso foi ampliado em 26,8%. Esse movimento foi maior também entre os mais jovens (56%), seguidos pelas faixas de 25 a 34 anos (33%), 35 a 44 anos (25%) e 65 anos ou mais (14%).

Os dados foram divulgados no último dia 18 de junho e integram a mais recente Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção de Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) do Ministério da Saúde.

Marchesini lembra que a o excesso de peso tornou-se a doença adquirida que mais preocupa os pesquisadores no mundo, se tornando uma questão de saúde pública.

“O Brasil é considerado o segundo país do mundo em número de cirurgias bariátricas realizadas e as mulheres representam 76% dos pacientes”, reforça Caetano Marchesini.

TABELA população elegível no Brasil

Fonte: https://www.sbcbm.org.br/

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11º Simpósio Mineiro de Intercorrências em Cirurgia Plástica

Nos dias 26 e 27 de maio nossa especialista em cirurgia plástica, Dra. Patrícia Noronha de Almeida, presidiu a mesa de debates no “11º Simpósio Mineiro de Intercorrências em Cirurgia Plástica” cujo tema debatido foi: O que devo saber sobre complicações. O evento é o único voltado, exclusivamente, à discussão das adversidades vivenciadas no dia-a-dia do exercício profissional.

Dra. Patrícia Noronha é Cirurgiã Plástica e faz parte da equipe médica do Instituto Mineiro de Obesidade e Cirurgia.

Clique aqui e conheça nossa especialista.

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Risco de compartilhar informações pela internet

Os pacientes da cirurgia bariátrica tendem a buscar muitas informações sobre o procedimento, etapas da operação e técnicas. Entram em grupos, fóruns e blogs para terem certeza que estão tomando a melhor decisão. Essa é uma iniciativa comum, porém, é preciso ter cautela e perceber o que pode ser utilizado ou não.

Já notamos que há uma parcela de pessoas que buscam esse tipo de espaço para debater dietas, saber qual o melhor remédio ou suplemento e o que deve ser feito casa haja uma dor estranha ou um refluxo. Esse comportamento deve ser evitado!

Cada organismo reage de uma forma a cirurgia. Há diferentes técnicas com resultados diferenciados. Por isso, deve ser realizada uma bateria de exames e laudos antes da cirurgia. Você deve pensar na operação e em sua recuperação como algo estritamente individualizado e não compartilhar informações com outras pessoas que postam dúvidas em grupos da internet.

Postagens que debatem a troca de alimentos apontando qual é o melhor para o seu caso e o que você poderá ingerir são extremamente perigosas e equivocadas. Esse pode ser o erro mais grave que você cometerá durante seu pós-operatório. Cada organismo demanda nutrientes e vitaminas diferentes. Ao trocá-los por conta própria, você corre o sério risco de provocar uma anemia ou desenvolver doenças ligadas a esse déficit nutricional. Em caso de dúvidas, sempre procure orientação profissional.

Outra situação recorrente e gravíssima é a procura por orientação on-line quando existe algum sintoma considerado anormal após a cirurgia. Nestes casos, é imprescindível que a pessoa consulte seu cirurgião ou um pronto-socorro. Uma avaliação clínica apontará se há algum indício de doença ou complicação decorrente da bariátrica e apontará o melhor tratamento para o caso.

A internet pode ser nossa grande aliada durante o processo, mas deve ser usada com cautela. Lembre-se que a melhor fonte de informação sempre será a equipe multidisciplinar que te atendeu. Sempre a procure, esclareça suas dúvidas e cuide da saúde!

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Benefícios da cirurgia bariátrica

Uma pessoa procura a cirurgia bariátrica quando está sem alternativas por acreditar que esse procedimento é a única solução para controlar a  obesidade, enfrentando uma série de medos e inseguranças. Entretanto, há diversas vantagens com a realização da intervenção, muito além da perda de peso.

        • Doenças: redução da ocorrência de diversas enfermidades, como a hipertensão, diabetes e problemas cardiovasculares
        • Diminuição do risco de mortalidade: os obesos têm grande propensão para desenvolver doenças cardíacas, de articulações e diabetes. A qualidade de vida e de saúde aumenta, garantindo longevidade
        • Controle de diabetes e comorbidades associadas: grande parte dos pacientes consegue manter o nível de glicemia controlado e, muitas vezes, para de tomar remédios, ganhando mais qualidade de vida
        • Autoestima: é, com certeza, o principal benefício. O ganho de autoestima é imensurável com a  criação de uma nova imagem após a perda de peso e a redução no tamanho da roupa, entre outros fatores. É imprescindível o acompanhamento com psicóloga para melhor aceitação e criação de imagem pessoal
        • Hábitos saudáveis: mudança de rotina com a adoção de medidas para valorizarem o bem-estar e a saúde, impactando, positivamente, as escolhas. A alimentação melhora a disposição para atividades físicas.

A cirurgia é um passo para começar uma nova jornada, repleta de descobertas e adaptações, gerando benefícios a curto, médio e longo prazo!

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Efeito Iôiô

As doenças do coração respondem pelo primeiro lugar entre as causas mundiais de morte. Preocupar-se com o próprio corpo não é apenas uma questão de estética, mas, um cuidado com a saúde. Controlar o peso, os níveis de gordura, o colesterol e a glicose, entre outras questões, é essencial para manter uma vida saudável e com menor risco de problemas. A manutenção do peso tem sido algo difícil para grande parte da população e muitas pessoas acabam enroladas pelo efeito ioiô, engordando e emagrecendo com a mesma intensidade, interferindo diretamente no funcionamento do coração.

Diversas pesquisas já comprovaram que a obesidade aumenta as chances de problemas no coração. Entretanto, o estudo liderado por Somwail Rasla, do Hospital Memorial de Rhode Island, nos Estados Unidos, revelou que o hábito de fazer dietas e passar por fases de perda e ganho de peso repetidamente também aumenta as chances de óbito. A pesquisa avaliou 158 mil mulheres em fase pós-menopausa, durante 11 anos, constatando que as voluntárias apresentaram peso normal no princípio da avaliação e, ao passarem por ciclos de perda e ganho de peso, apresentaram 66% a mais de risco de morte por ataque cardíaco do que aquelas que mantiveram o ponteiro da balança num patamar estável, mesmo já estando acima do peso.

O estudo é uma boa ferramenta para demonstrar a importância de uma vida equilibrada. O ideal é ter uma rotina de alimentação, sempre com hábitos saudáveis. Caso seja preciso perder uma quantidade maior de peso, o indicado é recorrer a alguma prática prazerosa para conseguir manter a sequência, ou formas mais radicais, como por exemplo a cirurgia bariátrica, propiciando que se elimine o excesso necessário. Após perder peso é indicado a manutenção com acompanhamento profissional para garantir uma seqüência saudável de alimentação e acabar com o perigoso efeito ioiô.

A atividade física é também uma forte aliada na prevenção de doenças ligadas a obesidade e ao coração. Reservar tempo para praticar exercícios ajuda a colocar a saúde em sincronia com a rotina, proporcionando bem-estar para quem pratica e evitando o reganho de peso tão frequente.

Os profissionais da área de saúde são indicados para acompanhar o paciente antes, durante e depois do processo de emagrecimento. Adotar um estilo de vida saudável, evitando dietas mirabolantes e arriscadas, são dicas importantes para conseguir controlar o peso e problemas como colesterol, pressão arterial e glicose. Cuidar do próprio corpo é a melhor maneira de manter a saúde adequada.

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Principais dúvidas sobre cirurgia da obesidade

A opção pela cirurgia bariátrica é uma decisão difícil e envolve muitas questões, inseguranças e dúvidas. Qual o imc indicado, o tempo necessário de espera para poder engravidar e se perderão os cabelos são alguns dos principais questionamentos dos futuros gastroplastizados.

Levantamos as principais perguntas com as respectivas explicações dadas pela equipe do Instituto Mineiro de Obesidade e Cirurgia. Confira:
– Tem risco?

Existem riscos como qualquer operação. Entretanto, os estudos revelam que o risco é muito maior do paciente morrer em decorrência de complicações clínicas da própria obesidade que com o procedimento cirúrgico. As estatísticas apontam que é 12 vezes maior a taxa de mortalidade entre os grandes obesos (aqueles com o dobrou ou mais que seu peso) que a população em geral na faixa dos 25 aos 35 anos. Esse grupo morre mais cedo por desenvolver doenças decorrentes da obesidade. É raro encontrar um grande obeso com 70 anos ou mais. As publicações científicas informam que a mortalidade decorrente da cirurgia bariátrica laparoscópica foi de 0,3%, demonstrando que o risco de morte em pacientes obesos submetidos à cirurgia bariátrica é 35% menor que entre os obesos (com IMC > 35 Kg/m²), tentando apenas o tratamento clínico (medicamentoso).

 – Vou ficar careca?

Cerca de 70% dos pacientes sofrem de queda de cabelo após a cirurgia bariátrica, geralmente, entre o 3º e 7º mês de pós-operatório. A situação é decorrente da carência de proteínas e nutrientes, durante os primeiros meses após a cirurgia. A equipe de nutrição deve ser comunicada para minimizar essa queda.

– Posso comer normalmente depois da operação?

Após a operação, os pacientes precisam de um acompanhamento especializado, envolvendo avaliações permanentes e cuidados nutricionais.  Paulatinamente, o paciente é liberado para progredir a dieta, sob orientação de nutricionista.

 – Posso voltar a ser obeso?

Na maioria dos casos, o ganho de peso ocorre quando o paciente não assume hábitos saudáveis, como a adoção de dieta menos calórica e mais nutritiva e a prática de exercícios físicos regulares. O reganho costuma ocorrer a partir dos dois primeiros anos de operado.

– Poderei engravidar depois da cirurgia?

Sim, após 18 meses da operação, sob a orientação médica.

– Após a operação ficarei depressivo?

Não há nenhuma relação comprovada. Se o paciente apresentar sintomas da doença, provavelmente, estão relacionados a outro fator que deverá ser investigado por psicólogo ou psiquiatra.

Em hipótese alguma, o paciente deve operar se tiver alguma dúvida ainda não  esclarecida. O ideal é confiar no cirurgião, apresentando as dúvidas para esclarecer todos os aspectos da cirurgia, antes de marcá-la.

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Dicas para sucesso da operação

A cirurgia bariátrica é uma ação importante para combater a obesidade, entretanto, não é suficiente para se manter saudável e no peso ideal. A conquista do resultado esperado requer uma abrupta mudança de hábitos, um novo estilo de vida e uma dieta condizente com a nova situação.

Muitos pacientes se empolgam com a perda de peso nos primeiros meses e se esquecem das recomendações que devem seguir a risca, assim como o acompanhamento multidisciplinar para garantir uma evolução e uma recuperação com qualidade e saúde. É importante ressaltar que cada técnica utilizada gera uma perda de peso diferente e demanda cuidados específicos, tornando a conversa com o cirurgião um dos pontos principais para o sucesso da operação.

Há pontos que devem ser destacados para você obter uma taxa de sucesso elevada e evitar riscos de complicações:

  • Adote uma dieta saudável e equilibrada, rica em proteínas e nutrientes. Evite alimentos que não foram liberados pela nutricionista, como vitaminas e suplementos. Quando utilizados de forma errada, podem prejudicar a perda de peso e provocar danos à saúde
  • Faça refeições fracionadas em pequenas porções. Você poderá usar talheres e pratos menores para ajudar, auxiliando o organismo a se acostumar com a nova quantidade de comida
  • Evite alimentos ricos em açúcar, amido e alto teor de gordura
  • Faça exercícios aeróbicos, pelo menos três vezes na semana. Comece com caminhadas leves e, assim que o médico liberar, vá para a academia. O importante é não ficar parado e voltar ao sedentarismo
  • Continue com o acompanhamento multidisciplinar, mesmo que o peso ideal seja atingido. Lembre-se que o caminho é longo e é necessário um monitoramento de perto da evolução do quadro pós-cirúrgico
  • Ao sentir algum sintoma diferenciado, procure o médico. Evite fazer busca na internet, pois cada organismo é um e os sintomas podem apontar coisas diferentes

 

Para uma recuperação total e uma nova qualidade de vida, o paciente depende apenas de sua força de vontade e disciplina. O resultado estará mais perto do que se imagina!

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Riscos da operação

Qualquer procedimento cirúrgico tem riscos e o paciente deve conhecê-los e esclarecer suas dúvidas com o cirurgião. Entretanto, estudos mostram que existe um risco muito maior do paciente morrer em decorrência de complicações clínicas relacionadas à obesidade que com a realização da cirurgia.

As estatísticas revelam que, na faixa dos 25 aos 35 anos, a taxa de mortalidade dos grandes obesos, com o dobro ou mais do peso ideal, é 12 vezes maior que na população em geral. As pessoas morrem mais cedo, porque acabam desenvolvendo doenças decorrentes da obesidade. É raro encontrar um grande obeso com 70 anos ou mais de idade.

As publicações científicas do ano de 2009 informam que a mortalidade por cirurgia bariátrica laparoscópica foi de 0,3%. O risco de morte em pacientes obesos submetidos à cirurgia bariátrica é 35% menor que naqueles obesos (com IMC > 35 Kg/m²) que seguem apenas o tratamento clínico (medicamentoso).

As recomendações pós-cirúrgicas ajudam na prevenção de complicações e podem ser realizadas pelo paciente com apoio da equipe multidisciplinar.

 

Principais problemas

Um dos problemas principais é a formação de coágulos sanguíneas nas pernas, causando tromboses e embolias devido ao longo período que o paciente fica acamado. Logo que seja possível, deve se levantar e fazer curtas caminhadas para evitar essas complicações. O uso correto de meias elásticas e de medicação anti-trombose também auxiliam na prevenção.

Outras doenças como as lesões de outros órgãos, infecções e obstruções no trânsito intestinal costumam ser mais raras e necessitam de uma intervenção do cirurgião. Fique atento a sintomas diferentes dos considerados normais nos primeiros dias do pós-cirúrgico. Acione ajuda médica sempre que precisar.

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Etapas da dieta pós-operatória

A dieta pós-operatória é um dos grandes desafios para pacientes. É dividida em diversas etapas, desde a ingestão única de líquidos até a alimentação com alimentos sólidos.

A retomada paulatina da ingestão de alimentos prepara o aparelho digestivo para a nova quantidade e a absorção de nutrientes necessários.

Confira o que acontece em cada etapa:

Primeira fase  – conhecida como dieta líquida, compreende as duas primeiras semanas após a cirurgia. É um período de adaptação. A alimentação líquida é constituída de pequenos volumes para garantir o repouso gástrico e a hidratação. A perda de peso é bem acentuada nessas duas semanas, devendo-se, em muitos casos, introduzir o uso de complementos nutricionais específicos para evitar carências de vitaminas e minerais. A orientação nutricional deverá ser iniciada pelo médico e nutricionista já no hospital, antes da alta hospitalar.

Segunda fase – é a evolução da consistência sobre a dieta. A alimentação evolui aos poucos de líquida para pastosa, incluindo preparações liquidificadas, cremes e papinhas ralas, conforme a tolerância e as necessidades de cada um,. A evolução de cada paciente é variável. A escolha de cada alimento deve ser acompanhada, cuidadosamente, para evitar desconfortos, como dor, náuseas e vômitos. A tem um tempo de duração diferente para cada indivíduo, porém, em média, até duas semanas.

Terceira fase – já envolve uma seleção dos alimentos, mais qualidade e mastigação exaustiva. Passado o primeiro mês após a cirurgia, tem início um período para melhor seleção dos alimentos e com grande importância nutricional, já que as quantidades ingeridas diariamente continuam muito pequenas. Os alimentos escolhidos deverão ser fontes diárias de ferro, cálcio e vitaminas. O paciente e a família deverão receber orientações sobre as fontes alimentares dos nutrientes de maior importância. Como a alimentação passa a ser mais consistente, deve-se mastigar exaustivamente. A duração dessa fase também varia individualmente e dura, em média, um mês.

Quarta fase – os alimentos começam a ser modificados gradativamente para uma consistência cada vez mais próxima do ideal para uma nutrição satisfatória. Geralmente, ocorre a partir do 3º mês após a cirurgia, quando a maioria dos alimentos começa a ser introduzida na alimentação diária. O cuidado com a escolha dos alimentos nutritivos deve continuar, pois as quantidades ingeridas diariamente continuam pequenas. Com o auxílio do nutricionista, o paciente pode selecionar os alimentos que mais lhe agradam e que proporcionem maior conforto e qualidade nutricional. Somente não são tolerados alimentos muito fibrosos e consistentes, assim como os muito ácidos e gordurosos.

Quinta fase – nesta última etapa, acontece a adaptação final e a independência alimentar deve acompanhar o paciente a partir do 4º mês. Como nas fases anteriores, também evolui de acordo com as características individuais, podendo iniciar-se um pouco antes ou um pouco depois do 4º mês. A partir dessa fase, um acompanhamento periódico se faz necessário, não somente para o acompanhamento da evolução de peso e levantamento de informações, como também para identificar se existem carências nutricionais, como, por exemplo, a anemia. O paciente já tem bastante segurança na escolha dos alimentos e está apto a compreender quais são os ricos em proteínas, glicídios e lipídios, cálcio, ferro, vitamina A, vitamina C, folatos e outras propriedades nutricionais.

Lembre-se: qualquer dúvida ou peso estacionado, você deverá procurar seu nutricionista para que haja uma reavaliação de sua dieta. Também não é recomendado ingerir vitaminas e substâncias sem indicação da equipe multidisciplinar.

A dieta é uma das principais etapas na recuperação da cirurgia bariátrica. Deve ser levada à sério e com disciplina!

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Alteração de equilíbrio no indivíduo obeso

Por Michelle Nery, fisioterapeuta do IMOC

A obesidade gera alterações posturais relevantes, e uma delas é a alteração do centro de gravidade do indivíduo.

O aumento do peso, principalmente na região anterior, faz com que o obeso adquira um postura “desabada para frente” que, torna-se confortável em função desse peso maior na região abdominal. Entretanto, esse vício postural gera uma fraqueza da musculatura das costas que fica excessivamente alongada e cria-se um ciclo vicioso entre a má postura e a falta de força/ativação da musculatura extensora de tronco que acaba por favorecer a manutenção dessa postura inadequada.

Com o emagrecimento, esse desequilíbrio torna-se mais evidente e quedas podem começar a acontecer, não só pela diminuição do peso que alterava todo o alinhamento, como também pela perda de massa magra que ocorre durante esse processo. Nesse momento, a orientação especializada do fisioterapeuta fará toda a diferença e guiará a melhor abordagem para cada caso.

Vale destacar que na consulta fisioterápica pré-operatória, o paciente obeso já fica ciente dessas possíveis alterações e aprende a como evitá-las.