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Como as mudanças promovidas pela cirurgia bariátrica alteram a absorção de alimentos

Antes de realizar uma cirurgia bariátrica é preciso considerar diversos fatores. Um deles é a mudança na absorção de nutrientes pelo organismo do paciente, que muitas vezes já possui carências nutricionais.

No Brasil, quatro técnicas operatórias são regulamentadas: bypass gástrico, gastrectomia vertical, derivação biliopancreática e banda gástrica ajustável. Cada uma delas produz efeitos diferentes na forma que o corpo absorve os nutrientes e necessita de uma abordagem de suplementação alimentar específica.

Compreender o funcionamento delas permite ao paciente avaliar melhor qual é a mais apropriada a sua realidade e seus objetivos, além de prepará-lo desde cedo para as mudanças pelas quais deverá passar para atingir sucesso no tratamento.

A conscientização sobre estas transformações deve ser feita pela equipe multidisciplinar, especialmente pelo nutricionista, durante o período pré-operatório para minimizar os riscos e possibilidades de complicações a médio e longo prazo.

Outra questão importante é fazer uma investigação completa antes da decisão pela cirurgia, já que muitos pacientes desenvolvem defasagem de nutrientes por conta de uma alimentação rica em calorias e pobres em nutrientes.

Converse com sua equipe multidisciplinar e descubra qual a melhor técnica para você!

Fonte: SBCBM

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Sal: aliado ou vilão?

Saiba porque controlar o uso excessivo de sal é fundamental para sua saúde.

Que o sal deixa a comida muito mais saborosa não é novidade, mas você sabia que a quantidade que você utiliza deve ser medida, para que além de apetitosa sua alimentação seja saudável?

A Organização Mundial da Saúde recomenda, no máximo, o consumo de 5 gramas de sal ao dia. É interessante que sigamos essa orientação para que não haja surpresas desagradáveis no futuro. E tem mais, de acordo com o Ministério da Saúde, 70% do sal consumido pelo brasileiro vêm da alimentação feita em casa e 30%, de produtos industrializados. Agora que você já sabe que grande parte do que você consome de sal é da comida que provém do seu lar, fica mais fácil de perceber os excessos e reduzir para as 5 gramas recomendadas, não é mesmo?

Você pode começar retirando o saleiro da mesa, depois vai reduzindo a quantidade que você utiliza quando prepara seus alimentos, e para você não ter aquele probleminha de achar que está faltando tempero, basta utilizar ervas aromáticas, salsinha, cebolinha, manjericão, e outras. Além disso, passar a observar os rótulos dos alimentos que você compra e escolher pelo que tem menos sódio pode ser muito útil para você conseguir alcançar seu objetivo, que é reduzir o uso de sal, que tem o sódio, que se consumido em excesso pode ser um grande vilão para um vida saudável, como componente.

Mas você deve estar se perguntando agora: o que o excesso do sal traz de risco para minha saúde? A gente te responde!

Quanto mais sal você consome mais aumenta o risco de você desenvolver doenças como hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e renais. E elas reduzem sua possibilidade de viver com qualidade e aproveitar o melhor dos seus dias. Então, utilizando aquele velho ditado popular, é melhor prevenir do que remediar!
Leia mais sobre hipertensão e saiba como identificar e tratar a doença:

Mas calma, o sal também pode ser um grande aliado se você souber utilizar com sabedoria. O uso moderado e controlado (5 gramas por dia) pode trazer grandes benefícios. Veja alguns deles:

Equilíbrio do organismo:

O sal funciona como mecanismo de controle das substâncias que entram e saem do organismo. Sem a presença do sódio no corpo, não seria possível reter a quantidade saudável de água que precisa e as células sofreriam alteração no seu volume natural.

● Melhora a digestão:

O sal é um grande amigo da digestão, porque estimula o aumento dos movimentos peristálticos dos intestinos, facilitando a formação do bolo fecal.

Grande aliado dos atletas:

a importância do sal é ainda maior para os atletas, porque seu consumo auxilia na reposição do sódio perdido pela transpiração. Assim, o corpo permanece no equilíbrio saudável de água e nutrientes no interior de suas células.

Agora que você tem todas essas informações fica muito mais fácil utilizar o sal da maneira correta, para que ele deixe de ser tão temido.

Conta pra gente o que achou desse blog post, e compartilhe conosco suas experiências. Queremos saber o que o sal é em sua vida: aliado ou vilão?

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Criança está acima do peso? O que fazer.

Autor do artigo Obesidade Infantil e fome oculta: associação entre escassez e excesso, nosso especialista em Pediatria e Nutrologia, o médico Flávio Diniz Capanema fala sobre os problemas enfrentados pela sociedade atualmente e como pais podem auxiliar no combate a obesidade infantil.

Clique aqui e fale com dr. Flávio Capanema.

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Alimentos Funcionais

alimentos funcionais-bhariatrica-obesidade

Os alimentos funcionais fazem parte de uma nova concepção de alimentos, lançada pelo Japão na década de 80, por meio de um programa de governo que tinha como objetivo desenvolver alimentos saudáveis para uma população que envelhecia e apresentava uma grande expectativa de vida.

Um alimento funcional deve apresentar propriedades benéficas além das nutricionais básicas, sendo apresentados na forma de alimentos comuns. Eles são consumidos em dietas convencionais, mas demonstram capacidade de regular funções corporais de forma a auxiliar na proteção contra doenças como hipertensão, diabetes, câncer, osteoporose e coronariopatias. Ou seja, são alimentos funcionais todos os alimentos ou bebidas que, consumidos na alimentação cotidiana, podem trazer benefícios fisiológicos específicos, graças à presença de ingredientes fisiologicamente saudáveis.

Atualmente a obesidade é considerada um dos maiores problemas de saúde pública da última década. É visto em vários estudos que se trata de uma desordem complexa, incluindo base genética e de etiologia multifatorial.

É sabido que o ambiente criado a partir do excesso de alimentos não saudáveis, estilo de vida sedentário, a alta exposição a toxinas e o estresse crônico também podem ajudar no aumento de sua prevalência.

Como estratégia nutricional para redução do peso corporal medidas baseadas em uma alimentação funcional promovem hoje resultados satisfatórios, como a redução dos riscos de doenças e manutenção da saúde.

Veja alguns compostos ativos que encontramos nos alimentos responsáveis pelas ações preventivas: os polifenóis (flavonóides e isoflavonas), carotenóides e ômega–3; encontrados em alimentos usuais como alho, tomate, berinjela, chocolate amargo, uva – vinho tinto, peixe, oleaginosas, chá verde, soja, especiarias, leguminosas, cogumelos e maçã.

Busque estratégias nutricionais para redução do peso com enfoque na saúde! Em caso de dúvidas, procure seu nutricionista.

Acompanhe o maior grupo em Minas Gerais sobre os procedimentos de gastroplastia

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Intolerância a lactose e a obesidade: como se faz um diagnostico?

intolerancia a lactose e obesidade

A obesidade é um desequilíbrio nutricional, proveniente de uma alimentação de má qualidade, dietas restritivas, excesso ou carência de micronutrientes e alterações gastrointestinais.  A obesidade por se tratar de um desequilíbrio pode desencadear alergias, intolerâncias, ansiedade, depressão, compulsão, enxaquecas, entre outros. Assim esse desequilíbrio nutricional dificulta o processo da perda de peso.

A intolerância a lactose é denominada pela incapacidade de digerir o açúcar do leite. A lactose é o açúcar natural existente no leite e derivados. Precisa ser digerida por uma enzima chamada lactase e transformada em glicose e galactose antes de ser absorvida e aproveitada pelo organismo. Seu diagnostico muita das vezes se inicia por manifestações clinicas, ou seja, sintomas como; gases, distensão abdominal, diarreia e cólicas após a ingestão de alimentos que contenham lactose.

Mas para de fato ser diagnosticado como intolerante a lactose existem os seguintes exames: A dosagem de lactase na mucosa duodenal, em fragmento colhido por endoscopia, tem sensibilidade de 95% e especificidade de 100%, porém é um exame invasivo. Pode-se medir indiretamente a capacidade de digestão de lactose. No teste oral, o paciente ingere uma quantidade fixa desse dissacarídeo e a glicemia é dosada antes e depois da ingesta.

O indivíduo capaz de digerir a lactose apresenta um incremento de 20 mg/dL na glicemia. Além de dosar a glicemia, é possível medir o H2 no ar expirado após a sobrecarga oral, pois, pela fermentação da lactose pelas bactérias colônicas, há produção de H2, que é absorvido no intestino e parcialmente eliminado pelos pulmões.

Não é recomendável o início de uma dieta de exclusão de leite baseada em sintomas apenas. Procure o seu médico para ter certeza do diagnostico e assim seguir uma dieta orientada pela sua nutricionista!

Forte abraço

Tâmara Oliveira dos Reis
Nutricionista

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Em busca do equilíbrio

Todos nós já ouvimos a palavra destoxificação. Aposto que já ouviram do seu nutricionista, da colega de trabalho, do vendedor de couve, do programa de culinária na TV. Pois bem, qual é a ligação dessa palavra com a saúde, com a perda de peso?

Vocês sabiam que o nosso fígado exerce diversas funções importantes que nos ajudam a manter o equilíbrio do corpo? Podemos citar:

-produção de bile, essencial na emulsificação de lipídios;

– conteúdo de parte do sistema imunológico;

– síntese e degradação de hormônios como colesterol, estrógeno, testosterona e outros;

– controle no metabolismo de glicose;

– Realização do metabolismo de primeira passagem de nutrientes, drogas, álcool e substâncias diversas ( destoxificação hepática).

Diante de tantas funções é muito importante pensar de como podemos cuidar do nosso fígado. Durante o feriado abusamos um pouco de determinadas substâncias ( xenobióticas) e com isso faz com que este órgão trabalhe dobrado, o que dificulta esse processo de destoxificação.

O que precisamos entender é o que são xenobióticos e como preservar essa função  do fígado, a destoxificação.

Vamos lá, começar pelo começo! O conceito de “xenobióticos’. São qualquer substância química ou molecular estranha ao organismo, originada externamente ou internamente, desde que não possua papel fisiológico conhecido.  Essas substâncias causam irritação e/ou efeito danoso em um organismo, reduzindo a atividade celular, a ação de receptores de enzimas  ou por acometer funções ( absorção, distribuição, metabolismo e excreção).

Os  xenobióticos podem ser de origem externa ou interna. De origem interna podem ser de erros inatos do metabolismo ( ex: fenilcetonúria); desequilíbrio metabólico, por polimorfismo genéticos ou fatores ambientais ( ex: uso de medicamentos, doenças hepáticas prévias); a microbiota intestinal (ex: aumento da permeabilidade intestinal permitindo a passagem de moléculas nocivas alterando adversamente a saúde do individuo).

De origem exeterna existem milhares de compostos químicos tóxicos. Diariamente temos o potencial contato com estes compostos, sendo estes; aditivos alimentares, medicamentos, agrotóxicos de forma geral (herbicidas, fungicidas, pesticidas).

A destoxificação é o processo que busca eliminar essas substâncias xenobióticas. Esse processo ocorre em todas as células, mas principalmente nas do fígado e do intestino.  As reações de destoxificação dão se por um processo de três fases:

Fase I também chamada de bioativação

Fase II conhecida também como conjugação.

Na Fase III última reação tão importante quanto às outras.

Portanto, a Nutrição busca  usar a funcionalidade do alimento para otimizar essas reações.  Ou seja, reduzir a toxicidade de uma substância por meio de alterações químicas induzido no corpo, produzindo um composto menos venenoso ou mais facilmente excretado.

Vários fitoquímicos presentes nos alimentos modulam as reações.  Podemos encontrar esses compostos fitoquimicos nas brassicas ( ex: repolho, couve – flor, couve – manteiga, brócolis, couve de Bruxelas, mostarda, nabo, agrião, rabanete, rúcula.  Os glicosinalatos é um composto bioativo importante para a saúde das células do fígado. Outros compostos bioativos também estão ligados a proteção das células do figado. Como por exemplo os flavonóides, quercitina e rutina.  A cúrcuma, também conhecida como açafrão da terra é riquíssima em curcumina, fitoquimico antioxidante, antiinflamatório e antimutagênico. Assim como os  flavonóides estimula  a síntese e a atividade da enzima presente na fase II a glutationa – S- tranferase (GST).  O alecrim por sua vez muito utilizado para chás possuem em sua composição flavonóides e ácidos fenólicos, como carosol e o ácido carnospoico, que aumentam a atividade da enzima GST, além do ácido ursólico e do rosmanol,  potentes antioxidantes, elimina o óxido nítrico e o peroxinitrito resultantes do processo inflamatório ( possível inibição da enzima iNOs – cuja expressão gênica está aumentada durante o processo inflamatório). Outro chá bastante utilizado no dia a dia é o chá verde, rico em catequinas ( 30 a 40%), seu efeito se dá por ação antiinflamatória, antioxidante, inibe a angiogênese, estimula as fases I e II por meio do aumento da enzima GST.

O alho indispensável para as preparações é rico em compostos organo enxofrados. Está ligado na capacidade de acelerar as enzimas da fase II.

O própolis também é fonte riquíssima de flavonóides. Estudos mostram ação na proteção do fígado de diversos xenobióticos, atua estimulando a  ação da GST.

Portanto, após um longo feriado a dica da nutri é cuidar do fígado. Sabemos agora o tanto que ele é importante para o processo de destoxificação.

Não se esqueçam de consumir água com limão, suco verde, chá de alecrim, chá verde.  Retirar  o uso de álcool, cirragos, alimentos industrializados, bebidas enlatadas.

Não se esqueçam de procurar o profissional nutricionista para a busca do equilíbrio!

Forte abraço

Tâmara Oliveira dos Reis
Nutricionista

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temperos naturais e saborosos para substituir o sal

5 dicas de temperos naturais para reduzir o sal - 26 de abril dia nacional de prevenção e combate à hipertensão arterial

O consumo excessivo de sódio faz mal à saúde e acaba sendo um vilão no cotidiano de quem deseja manter uma alimentação equilibrada.  A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é o consumo diário não ultrapassar 2.400 mg, ou seja, 6 gramas de sal. Diversas pesquisas revelam que o consumo brasileiro chega a ser mais que o dobro recomendado. Por isso, nossa nutricionista separou 5 sugestões de temperos naturais para substituir o sal em suas refeições para ficarem mais saborosas e saudáveis.

1 – Mix de ervas

Pode ser usado para preparar carnes, molhos e feijão, entre outros alimentos. Basta bater no liquidificador as partes iguais de sal marinho, orégano, manjericão e alecrim (ervas desidratadas). Você também pode variar usando semente de mostarda, cominho e pimenta do reino entre outros temperos naturais.

2 – Marinada

Tempere carnes com uma mistura de vinho, suco de laranja, suco de limão ou suco de abacaxi com temperos, como cebola, alho, alecrim, coentro, sálvia, tomilho e louro. Deixe a carne marinando na geladeira por cerca de uma hora. O tempero deixará a carne mais saudável e saborosa.

3 – Óleo de especiarias

Utilize azeite de oliva extravirgem, pimenta dedo-de-moça, um dente de alho, um ramo de alecrim e folhinhas de manjericão. Use o próprio vidro do azeite para juntar os ingredientes. Varie as opções e terá vários sabores para temperar saladas, refogar a comida ou comer com pão e torradinhas integrais.

4 – Gersal

Excelente opção para o preparo de arroz, legumes ou saladas. Misture quatro colheres de chá de semente de gergelim torrado com duas colheres de chá de sal marinho grosso. Triture e guarde em um pote fechado.

5 – Caldo caseiro de legumes

Um preparo simples para substituir os cubinhos industrializados  de caldo de legumes. Cozinhe alho, alho-poró, louro, orégano, aipo, cenoura, moranga e talos com água. Coe e congele em potes para usar em risotos, sopas e molhos.

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Seletividade Alimentar: Fique atento às escolhas das crianças

Os bons hábitos devem ser adquiridos bem cedo para evitar as complicações que acompanham as crianças até a vida adulta. A obesidade infantil pode ser causada pela falta de um monitoramento adequado para garantir uma prática esportiva e uma alimentação diversificada.

O acompanhamento deve ser preventivo para observar se a criança é seletiva com os alimentos ingeridos.  Muitas pessoas têm, desde a infância, algum alimento específico ou grupo que pode ser desagradável ao paladar, como laticínios; carnes; frutas e vegetais. Aparentemente é um detalhe inofensivo, mas que pode gerar péssimos hábitos que prejudicam a saúde infantil, pois, geralmente, os alimentos selecionados como favoritos pelos pequenos, seja pelo olfato, aparência ou paladar, são os mais prejudiciais à saúde.

Segundo o IBGE, uma em cada três crianças, entre 5 e 9 anos, está acima do peso. Lidar com esse problema, desde cedo, é fundamental, pois cerca de 80% das crianças que permanecem com sobrepeso na adolescência, mantêm essa condição na vida adulta.

É importante ficar atento à seletividade alimentar que pode ser um indicador, tanto de obesidade, quanto de outros transtornos psicológicos, como o TOC, por exemplo. O acompanhamento profissional especializado em pediatria e nutrição pode ser recomendado, conforme o caso.

Deve-se buscar ajuda, logo que qualquer problema relacionado à alimentação apareça, pois é fundamental para garantir um tratamento eficaz e amparar a família, independentemente, de haver comprometimento de peso, crescimento e desenvolvimento.

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Obesidade e doenças relacionadas

A obesidade é uma doença grave que acarreta vários malefícios para a saúde e danos psicológicos. Para que você compreenda a dimensão que ela pode assumir, separamos uma lista com as principais morbidades associadas a ela:

 

Hérnias discais – devido ao grande peso que carregam, os obesos apresentam muitos problemas nas costas e nas hérnias de discos. Em grande parte das vezes, o tratamento é cirúrgico, sendo a bariátrica uma opção viável e benéfica.

 

Depressão – baixa autoestima, discriminação e ausência de resultados efetivos com dietas são os principais fatores que levam a pessoa obesa à depressão. Alguns estudos revelam que apenas 30% dessas pessoas recorrem a tratamentos.

 

Disfunção erétil – O tamanho da cintura masculina pode gerar problemas urológicos e disfunção erétil. Uma pesquisa realizada pela Faculdade de Medicina Weill Cornell (EUA) revelou que homens com cintura igual ou maior a 101 cm tendem a apresentar esses problemas e também ejaculação precoce.

 

Asma grave não controlada – A obesidade causa o estreitamento das vias respiratórias e agrava a asma não controlada.

 

Muitos problemas são derivados da obesidade, porém há tratamento e cura para a doença. Busque especialistas e comece seu acompanhamento o quanto antes!

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Infância é “coisa” séria!

A infância é o período da vida em que as brincadeiras, os sorrisos, os cuidados, os mimos, a alegria, mas sobretudo, a saúde, muita saúde deve ser inerentes a essa etapa tão especial da vida!

Em tempos de tantas mudanças, nossas crianças já não brincam nas ruas, não têm período adequado de sono e uma alimentação ou, melhor, uma nutrição de boa qualidade…

Se educar faz parte do processo de desenvolvimento das crianças, por onde anda a Educação Alimentar? Como não alertar sobre a Obesidade, doença cada vez mais crescente em nossas crianças e adolescentes?

A obesidade é um distúrbio do metabolismo que ocorre pela interação de fatores genéticos, comportamentais e ambientais e leva ao acúmulo excessivo de gordura no organismo.

Nos países industrializados, o excesso de peso é o mais frequente distúrbio nutricional em crianças e adolescentes. Com dietas cada vez mais industrializadas, processadas, ou seja, ricas em sódio (sal), açúcar e gorduras, nossas crianças estão cada vez mais obesas e com a saúde cada vez mais comprometida.

As consequências do excesso de peso nessa fase da vida ressaltam todos os agravos causados pela obesidade, como alterações da glicose, do colesterol, da pressão arterial e até mesmo o risco da doença cardiovascular.

A obesidade devasta autoestima, mina a alegria, cerra qualquer sorriso, impede muitas brincadeiras e diminui o tempo de vida!

Sejamos responsáveis pela educação nutricional, pela saúde das nossas crianças e adolescentes!

Quem ama cuida!

Equipe PedNutri
(Instituto Mineiro de Obesidade e Cirurgia)

 

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Causas da Obesidade

A obesidade ocorre quando há constantemente uma oferta de calorias maior que o gasto de energia corporal, gerando um excesso de gordura no corpo. É uma doença séria, que atinge mais de 500 milhões de pessoas no mundo e tem sua origem na pré-disposição genética, dietas inadequadas, fatores metabólicos e sociais.

Entenda melhor cada item que contribui para o excesso de peso da população:

– Ingestão excessiva de alimentos: os tempos modernos e a vida corrida favorecem o consumo de alimentos calóricos em grandes quantidades e com baixo valor nutricional. Assim, o ganho de peso se torna um desafio para as pessoas que podem acabar gerando transtornos alimentares que também colaboram para o aumento da obesidade.

– Sedentarismo: a falta de exercícios físicos é um indutor da obesidade. É de extrema importância incluir exercícios físicos regulares na rotina diária para combater o sobrepeso

– Predisposição genética: algumas pesquisas apontam que quando um dos pais é obeso há 50% de chances do filho também ser. Quando os dois são o número sobe para 80%.

Disfunções hormonais: problemas e disfunções das glândulas da tireoide, suprarrenais e do hipotálamo podem ser causadores da obesidade.

 

Calculando o IMC

Para saber se uma pessoa é obesa, há uma fórmula que calcula o índice de massa corporal do paciente: basta dividir o peso pela estatura elevada ao quadrado. Essa medida é importante para saber como a gordura está sobrecarregando o corpo analisado.

Lembre-se, ir ao especialista continua sendo a opção mais segura para retirar as dúvidas sobre obesidade e tratamentos disponíveis.

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Hora certa para hábitos saudáveis

É comum ouvirmos amigos e familiares dizerem “na segunda-feira, inicio a dieta”; “depois do Natal, começo as atividades físicas”; “depois do Carnaval, diminuo a ingestão de bebidas alcoólicas”; ou “depois da Páscoa, paro de comer tanto açúcar”. Nesse sistema, entra e sai mês, os hábitos saudáveis são postergados, quando de fato, a ação não depende de uma data, mas apenas da iniciativa, vontade e disciplina de cada um. A hora certa de iniciar uma vida saudável, com prática de exercícios físicos e ingestão de dieta equilibrada é agora.

O que observamos nos consultórios é que, depois de passar uma vida de adiamento dos hábitos saudáveis, quando as pessoas procuram ajuda médica, já estão com a saúde comprometida. Sobrepeso, obesidade, obesidade mórbida, diabetes, problemas cardiovasculares, respiratórios e, até mesmo, envelhecimento precoce são os resultados de uma vida cheia de “depois”.

Realmente, na vida moderna, existe uma série de dificuldades que vão contra os hábitos saudáveis. Em média, uma pessoa em vida produtiva, acorda às 6h para sair de casa às 7h e chegar ao trabalho às 9h. Provavelmente, toma o café da manhã por volta das 6h30 (pão com café). Ao chegar ao serviço, nem sempre consegue se lembrar de se alimentar por volta das 10h. Quando se dá conta, são 11h30 e o estômago pede uma alimentação de peso. Lá vai o prato com muita massa, fritura, quase nenhuma salada. No período da tarde, possivelmente, a rotina corrida não permitirá a ingestão de uma fruta, ou um suco. O retorno para casa se dá por volta das 20h. Em tempos de violência, não são todos que se permitem sair de casa. Dessa forma, dia após dia, a vida saudável nunca acontece.

Embora existam, as dificuldades são maiores devido à falta de prática. O organismo não conhece as substâncias saudáveis resultantes das atividades físicas e de uma dieta equilibrada. A preguiça e as desculpas vencem. Quando falo em dieta balanceada, não é sobre pratos apenas com salada ou cortar integralmente o consumo de doces. Mas, sim, sobre uma alimentação composta de alimentos realmente necessários ao organismo, sendo distribuídos ao longo do dia, de forma que não se chegue a sentir fome.

É preciso mudar o modo de ver a própria rotina, pensar nos benefícios que isso trará. Mesmo com uma rotina tão intensa como a citada acima, uma pessoa pode, acordar 40 minutos mais cedo, por exemplo, e caminhar 30 minutos antes de ir para o trabalho. Ou, ao invés de enfrentar o trânsito caótico das 18h, levar um tênis e fazer uma caminhada de 30 a 45 minutos nas imediações do serviço. Diversos estudos comprovam que essa prática, de 5 a 7 dias por semana, reduz o risco de ataque do coração em mais de 30%. Os idosos, com mais de 75 anos e que caminham sempre, têm até 45% menos chances de infarto. A mesma medida reduz o risco de câncer de mama; melhora a qualidade do sono, ajuda a conquistar e a manter o peso ideal; reduz o afinamento dos ossos; fortalece as articulações; e diminui o estresse.

Sobre a alimentação, nem sempre temos opções saudáveis na rua para os lanches do dia. O melhor é levar esses alimentos de casa. Frutas como laranja, banana, maçã, entre outros que não são caros, se comprados em sacolão. Com R$10 é possível comprar frutas variadas para uma semana. É necessário disciplina para manter os horários de alimentação, lembrar que a saúde está em primeiro lugar.

Como dito anteriormente, o melhor momento para se iniciar esses hábitos é agora. Com certeza, os resultados valerão o esforço. O investimento será muito menor que o valor gasto com remédios, quando começam aparecer os problemas de saúde.

Por: René Berindoague – Diretor técnico do Instituto Mineiro de Obesidade e Cirurgia