Publicado em

Benefícios da cirurgia bariátrica

Uma pessoa procura a cirurgia bariátrica quando está sem alternativas por acreditar que esse procedimento é a única solução para controlar a  obesidade, enfrentando uma série de medos e inseguranças. Entretanto, há diversas vantagens com a realização da intervenção, muito além da perda de peso.

        • Doenças: redução da ocorrência de diversas enfermidades, como a hipertensão, diabetes e problemas cardiovasculares
        • Diminuição do risco de mortalidade: os obesos têm grande propensão para desenvolver doenças cardíacas, de articulações e diabetes. A qualidade de vida e de saúde aumenta, garantindo longevidade
        • Controle de diabetes e comorbidades associadas: grande parte dos pacientes consegue manter o nível de glicemia controlado e, muitas vezes, para de tomar remédios, ganhando mais qualidade de vida
        • Autoestima: é, com certeza, o principal benefício. O ganho de autoestima é imensurável com a  criação de uma nova imagem após a perda de peso e a redução no tamanho da roupa, entre outros fatores. É imprescindível o acompanhamento com psicóloga para melhor aceitação e criação de imagem pessoal
        • Hábitos saudáveis: mudança de rotina com a adoção de medidas para valorizarem o bem-estar e a saúde, impactando, positivamente, as escolhas. A alimentação melhora a disposição para atividades físicas.

A cirurgia é um passo para começar uma nova jornada, repleta de descobertas e adaptações, gerando benefícios a curto, médio e longo prazo!

Publicado em

Efeito Iôiô

As doenças do coração respondem pelo primeiro lugar entre as causas mundiais de morte. Preocupar-se com o próprio corpo não é apenas uma questão de estética, mas, um cuidado com a saúde. Controlar o peso, os níveis de gordura, o colesterol e a glicose, entre outras questões, é essencial para manter uma vida saudável e com menor risco de problemas. A manutenção do peso tem sido algo difícil para grande parte da população e muitas pessoas acabam enroladas pelo efeito ioiô, engordando e emagrecendo com a mesma intensidade, interferindo diretamente no funcionamento do coração.

Diversas pesquisas já comprovaram que a obesidade aumenta as chances de problemas no coração. Entretanto, o estudo liderado por Somwail Rasla, do Hospital Memorial de Rhode Island, nos Estados Unidos, revelou que o hábito de fazer dietas e passar por fases de perda e ganho de peso repetidamente também aumenta as chances de óbito. A pesquisa avaliou 158 mil mulheres em fase pós-menopausa, durante 11 anos, constatando que as voluntárias apresentaram peso normal no princípio da avaliação e, ao passarem por ciclos de perda e ganho de peso, apresentaram 66% a mais de risco de morte por ataque cardíaco do que aquelas que mantiveram o ponteiro da balança num patamar estável, mesmo já estando acima do peso.

O estudo é uma boa ferramenta para demonstrar a importância de uma vida equilibrada. O ideal é ter uma rotina de alimentação, sempre com hábitos saudáveis. Caso seja preciso perder uma quantidade maior de peso, o indicado é recorrer a alguma prática prazerosa para conseguir manter a sequência, ou formas mais radicais, como por exemplo a cirurgia bariátrica, propiciando que se elimine o excesso necessário. Após perder peso é indicado a manutenção com acompanhamento profissional para garantir uma seqüência saudável de alimentação e acabar com o perigoso efeito ioiô.

A atividade física é também uma forte aliada na prevenção de doenças ligadas a obesidade e ao coração. Reservar tempo para praticar exercícios ajuda a colocar a saúde em sincronia com a rotina, proporcionando bem-estar para quem pratica e evitando o reganho de peso tão frequente.

Os profissionais da área de saúde são indicados para acompanhar o paciente antes, durante e depois do processo de emagrecimento. Adotar um estilo de vida saudável, evitando dietas mirabolantes e arriscadas, são dicas importantes para conseguir controlar o peso e problemas como colesterol, pressão arterial e glicose. Cuidar do próprio corpo é a melhor maneira de manter a saúde adequada.

Publicado em

Principais dúvidas sobre cirurgia da obesidade

A opção pela cirurgia bariátrica é uma decisão difícil e envolve muitas questões, inseguranças e dúvidas. Qual o imc indicado, o tempo necessário de espera para poder engravidar e se perderão os cabelos são alguns dos principais questionamentos dos futuros gastroplastizados.

Levantamos as principais perguntas com as respectivas explicações dadas pela equipe do Instituto Mineiro de Obesidade e Cirurgia. Confira:
– Tem risco?

Existem riscos como qualquer operação. Entretanto, os estudos revelam que o risco é muito maior do paciente morrer em decorrência de complicações clínicas da própria obesidade que com o procedimento cirúrgico. As estatísticas apontam que é 12 vezes maior a taxa de mortalidade entre os grandes obesos (aqueles com o dobrou ou mais que seu peso) que a população em geral na faixa dos 25 aos 35 anos. Esse grupo morre mais cedo por desenvolver doenças decorrentes da obesidade. É raro encontrar um grande obeso com 70 anos ou mais. As publicações científicas informam que a mortalidade decorrente da cirurgia bariátrica laparoscópica foi de 0,3%, demonstrando que o risco de morte em pacientes obesos submetidos à cirurgia bariátrica é 35% menor que entre os obesos (com IMC > 35 Kg/m²), tentando apenas o tratamento clínico (medicamentoso).

 – Vou ficar careca?

Cerca de 70% dos pacientes sofrem de queda de cabelo após a cirurgia bariátrica, geralmente, entre o 3º e 7º mês de pós-operatório. A situação é decorrente da carência de proteínas e nutrientes, durante os primeiros meses após a cirurgia. A equipe de nutrição deve ser comunicada para minimizar essa queda.

– Posso comer normalmente depois da operação?

Após a operação, os pacientes precisam de um acompanhamento especializado, envolvendo avaliações permanentes e cuidados nutricionais.  Paulatinamente, o paciente é liberado para progredir a dieta, sob orientação de nutricionista.

 – Posso voltar a ser obeso?

Na maioria dos casos, o ganho de peso ocorre quando o paciente não assume hábitos saudáveis, como a adoção de dieta menos calórica e mais nutritiva e a prática de exercícios físicos regulares. O reganho costuma ocorrer a partir dos dois primeiros anos de operado.

– Poderei engravidar depois da cirurgia?

Sim, após 18 meses da operação, sob a orientação médica.

– Após a operação ficarei depressivo?

Não há nenhuma relação comprovada. Se o paciente apresentar sintomas da doença, provavelmente, estão relacionados a outro fator que deverá ser investigado por psicólogo ou psiquiatra.

Em hipótese alguma, o paciente deve operar se tiver alguma dúvida ainda não  esclarecida. O ideal é confiar no cirurgião, apresentando as dúvidas para esclarecer todos os aspectos da cirurgia, antes de marcá-la.

Publicado em

Dicas para sucesso da operação

A cirurgia bariátrica é uma ação importante para combater a obesidade, entretanto, não é suficiente para se manter saudável e no peso ideal. A conquista do resultado esperado requer uma abrupta mudança de hábitos, um novo estilo de vida e uma dieta condizente com a nova situação.

Muitos pacientes se empolgam com a perda de peso nos primeiros meses e se esquecem das recomendações que devem seguir a risca, assim como o acompanhamento multidisciplinar para garantir uma evolução e uma recuperação com qualidade e saúde. É importante ressaltar que cada técnica utilizada gera uma perda de peso diferente e demanda cuidados específicos, tornando a conversa com o cirurgião um dos pontos principais para o sucesso da operação.

Há pontos que devem ser destacados para você obter uma taxa de sucesso elevada e evitar riscos de complicações:

  • Adote uma dieta saudável e equilibrada, rica em proteínas e nutrientes. Evite alimentos que não foram liberados pela nutricionista, como vitaminas e suplementos. Quando utilizados de forma errada, podem prejudicar a perda de peso e provocar danos à saúde
  • Faça refeições fracionadas em pequenas porções. Você poderá usar talheres e pratos menores para ajudar, auxiliando o organismo a se acostumar com a nova quantidade de comida
  • Evite alimentos ricos em açúcar, amido e alto teor de gordura
  • Faça exercícios aeróbicos, pelo menos três vezes na semana. Comece com caminhadas leves e, assim que o médico liberar, vá para a academia. O importante é não ficar parado e voltar ao sedentarismo
  • Continue com o acompanhamento multidisciplinar, mesmo que o peso ideal seja atingido. Lembre-se que o caminho é longo e é necessário um monitoramento de perto da evolução do quadro pós-cirúrgico
  • Ao sentir algum sintoma diferenciado, procure o médico. Evite fazer busca na internet, pois cada organismo é um e os sintomas podem apontar coisas diferentes

 

Para uma recuperação total e uma nova qualidade de vida, o paciente depende apenas de sua força de vontade e disciplina. O resultado estará mais perto do que se imagina!

Publicado em

Etapas da dieta pós-operatória

A dieta pós-operatória é um dos grandes desafios para pacientes. É dividida em diversas etapas, desde a ingestão única de líquidos até a alimentação com alimentos sólidos.

A retomada paulatina da ingestão de alimentos prepara o aparelho digestivo para a nova quantidade e a absorção de nutrientes necessários.

Confira o que acontece em cada etapa:

Primeira fase  – conhecida como dieta líquida, compreende as duas primeiras semanas após a cirurgia. É um período de adaptação. A alimentação líquida é constituída de pequenos volumes para garantir o repouso gástrico e a hidratação. A perda de peso é bem acentuada nessas duas semanas, devendo-se, em muitos casos, introduzir o uso de complementos nutricionais específicos para evitar carências de vitaminas e minerais. A orientação nutricional deverá ser iniciada pelo médico e nutricionista já no hospital, antes da alta hospitalar.

Segunda fase – é a evolução da consistência sobre a dieta. A alimentação evolui aos poucos de líquida para pastosa, incluindo preparações liquidificadas, cremes e papinhas ralas, conforme a tolerância e as necessidades de cada um,. A evolução de cada paciente é variável. A escolha de cada alimento deve ser acompanhada, cuidadosamente, para evitar desconfortos, como dor, náuseas e vômitos. A tem um tempo de duração diferente para cada indivíduo, porém, em média, até duas semanas.

Terceira fase – já envolve uma seleção dos alimentos, mais qualidade e mastigação exaustiva. Passado o primeiro mês após a cirurgia, tem início um período para melhor seleção dos alimentos e com grande importância nutricional, já que as quantidades ingeridas diariamente continuam muito pequenas. Os alimentos escolhidos deverão ser fontes diárias de ferro, cálcio e vitaminas. O paciente e a família deverão receber orientações sobre as fontes alimentares dos nutrientes de maior importância. Como a alimentação passa a ser mais consistente, deve-se mastigar exaustivamente. A duração dessa fase também varia individualmente e dura, em média, um mês.

Quarta fase – os alimentos começam a ser modificados gradativamente para uma consistência cada vez mais próxima do ideal para uma nutrição satisfatória. Geralmente, ocorre a partir do 3º mês após a cirurgia, quando a maioria dos alimentos começa a ser introduzida na alimentação diária. O cuidado com a escolha dos alimentos nutritivos deve continuar, pois as quantidades ingeridas diariamente continuam pequenas. Com o auxílio do nutricionista, o paciente pode selecionar os alimentos que mais lhe agradam e que proporcionem maior conforto e qualidade nutricional. Somente não são tolerados alimentos muito fibrosos e consistentes, assim como os muito ácidos e gordurosos.

Quinta fase – nesta última etapa, acontece a adaptação final e a independência alimentar deve acompanhar o paciente a partir do 4º mês. Como nas fases anteriores, também evolui de acordo com as características individuais, podendo iniciar-se um pouco antes ou um pouco depois do 4º mês. A partir dessa fase, um acompanhamento periódico se faz necessário, não somente para o acompanhamento da evolução de peso e levantamento de informações, como também para identificar se existem carências nutricionais, como, por exemplo, a anemia. O paciente já tem bastante segurança na escolha dos alimentos e está apto a compreender quais são os ricos em proteínas, glicídios e lipídios, cálcio, ferro, vitamina A, vitamina C, folatos e outras propriedades nutricionais.

Lembre-se: qualquer dúvida ou peso estacionado, você deverá procurar seu nutricionista para que haja uma reavaliação de sua dieta. Também não é recomendado ingerir vitaminas e substâncias sem indicação da equipe multidisciplinar.

A dieta é uma das principais etapas na recuperação da cirurgia bariátrica. Deve ser levada à sério e com disciplina!

Publicado em

Alteração de equilíbrio no indivíduo obeso

Por Michelle Nery, fisioterapeuta do IMOC

A obesidade gera alterações posturais relevantes, e uma delas é a alteração do centro de gravidade do indivíduo.

O aumento do peso, principalmente na região anterior, faz com que o obeso adquira um postura “desabada para frente” que, torna-se confortável em função desse peso maior na região abdominal. Entretanto, esse vício postural gera uma fraqueza da musculatura das costas que fica excessivamente alongada e cria-se um ciclo vicioso entre a má postura e a falta de força/ativação da musculatura extensora de tronco que acaba por favorecer a manutenção dessa postura inadequada.

Com o emagrecimento, esse desequilíbrio torna-se mais evidente e quedas podem começar a acontecer, não só pela diminuição do peso que alterava todo o alinhamento, como também pela perda de massa magra que ocorre durante esse processo. Nesse momento, a orientação especializada do fisioterapeuta fará toda a diferença e guiará a melhor abordagem para cada caso.

Vale destacar que na consulta fisioterápica pré-operatória, o paciente obeso já fica ciente dessas possíveis alterações e aprende a como evitá-las.

Publicado em

Minilaparoscopia: A Equipe do Imoc Avançando na Cirurgia Laparoscopica

A mudança da cirurgia convencional ou aberta para a operações por vídeo (laparoscópica) foi considerada uma enorme evolução médica nos últimos anos. Trouxe vários benefícios aos pacientes como menor tempo cirúrgico e de internação, menor dor na recuperação, retorno mais rápido ao trabalho e menores riscos de infecções nas feridas.

Seguindo esta evolução, apareceu nos últimos anos uma nova tecnologia chamada minilaparoscopia, conhecida como “cirurgia com agulhas” (needlescopic surgery). Este novo método combina excelentes resultados estéticos com elevado índice de segurança, dispondo basicamente dos mesmos materiais da laparoscopia convencional, porém de tamanhos extremamente reduzidos.

Esta novidade já está presente no IMOC e disponível aos seus pacientes. Trata-se de um  método diferenciado que usa pequeninos cortes cutâneos de 3mm (a laparoscopia normal usa entre 5mm e 15mm), com cicatrizes quase que imperceptíveis após 3 a 4 semanas.

Os procedimentos mais indicados para este novo método são a colecistectomia (operação para “pedra na vesícula”), laparoscopia diagnóstica e biópsias, hérnias da parede abdominal, refluxo gastroesofágico e algumas cirurgias ginecológicas.

Procure o cirurgião do IMOC e informe-se desta novidade.

Publicado em

Pergunte ao seu cirurgião

Escolher o cirurgião que irá realizar sua cirurgia bariátrica não é uma tarefa fácil, exige muita pesquisa e indicação. Lembre-se que você depositará toda sua confiança e sua vida neste processo! Por isso, o médico não pode te intimidar ou fazer com que você se sinta incomodado em perguntar. Um bom profissional gostará de informá-lo e irá orientá-lo para que tudo corra bem e você fique tranquilo durante todo o processo.

Algumas perguntas não podem faltar em seu questionamento, pois darão o norte para sua operação. Confira abaixo quais são e o porquê de fazê-las:
– Qual a técnica que ele irá utilizar? Ela é uma novidade? A medicina está sempre em evolução, porém é necessário entender que dependendo do momento a técnica mais moderna pode não ser a mais indicada. Podem não haver resultados suficientes e registros sobre problemas a longo prazo. O indicado é que o cirurgião realize sempre uma técnica que está consolidada para obter uma maior chance de sucesso.

– Quantos pacientes ele já operou? Tenha em mente que a cirurgia é uma técnica manual e quanto mais vezes se realiza, maior é o domínio da prática e melhor é o resultado. Quando se trata de obesidade, deve-se procurar um profissional que realize o procedimento cinquenta vezes ao ano, no mínimo. Isso atesta seu conhecimento e controle da técnica.

– Em qual hospital ele irá operar? Você deverá ter direito a uma excelente estrutura hospital, com diversos profissionais aptos a estarem no local. A cirurgia bariátrica é um procedimento difícil e complexo que deverá contar com o máximo de apoio da equipe de cuidados intensivos.

– O cirurgião atua junto uma equipe multidisciplinar? Sabemos que a cirurgia é apenas o primeiro passo para um bom resultado contra a obesidade, por isso, pergunte se ele possui o apoio de profissionais de outras áreas que irão acompanhar juntamente seu caso e sempre buscar as melhores soluções.

 

Estar ciente dos riscos e dos desafios que você deverá enfrentar antes, durante e depois da cirurgia é essencial para que tudo transcorra bem. Escolha um bom médico, tire suas dúvidas, sinta-se seguro para realizar o procedimento e prepare-se para a mudança de vida.

Publicado em

Obesidade e apneia: existe relação?

Por Michelle Nery, fisioterapeuta do IMOC

A incidência de obesos que apresentam apneia obstrutiva do sono é bastante alta na prática clínica. Mas, afinal, o que é apneia?

A apneia é definida como uma interrupção transitória da passagem de ar pela garganta, por um período superior a dez segundos. Sempre associada ao ronco, produz uma diminuição rápida da oxigenação sanguínea. Na tentativa de restabelecer a oxigenação, o organismo envia um “sinal” ao cérebro despertando-o por tempo suficiente para que consiga desobstruir a garganta. Ou seja, ocorre um microdespertar que o indivíduo pode não perceber e nem se lembrar no dia seguinte.

Um dos fatores de risco para a apneia obstrutiva é a obesidade. No indivíduo obeso, a gordura depositada no tórax e no pescoço modifica o funcionamento da parte respiratória, uma vez que pulmões, diafragma e garganta ficam pressionados e têm sua movimentação comprometida. Quanto maior o percentual de gordura nessas regiões, maiores as possibilidades do indivíduo desenvolver a apneia obstrutiva do sono.

3

 

Fonte: http://www.sbh.org.br/geral/sbh-na-midia.asp?id=317

Dentre os principais sintomas da apneia estão o ronco e a sonolência diurna, esta última, explicada pelas interrupções do sono causadas pela falta de oxigênio. Outros sintomas da apneia são: acordar com sensação de sufocamento, ofegante; sentir boca seca ou dor de garganta pela manhã; dificuldade de concentração e irritabilidade.

A apneia pode ser detectada somente através do exame de polissonografia, mas o quadro clínico do paciente serve como dica para que o profissional especializado solicite esse exame e oriente o paciente sobre os riscos e tratamentos disponíveis.

Importante ressaltar que este é um problema grave e que pode mudar a vida do paciente, pois contribui para o desenvolvimento de certos transtornos que podem colocar a vida em perigo. Entretanto, tem tratamento, que pode ser clínico ou cirúrgico, dependendo da gravidade de cada caso.

O tratamento conservador mais utilizado atualmente para a apneia obstrutiva do sono é o uso do CPAP nasal, que consiste em uma máscara utilizada na face ligada ao aparelho compressor de ar. A indicação do CPAP varia conforme o grau da apneia identificado no exame de polissonografia.

Com o tratamento, a respiração adquire um ritmo regular, os roncos diminuem ou até mesmo acabam, a qualidade do sono melhora e o paciente fica mais disposto para realizar suas atividades diárias.

Publicado em

Técnicas de cirurgia

Atualmente, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica reconhece quatro tipos de técnicas cirúrgicas como opções para o tratamento da obesidade. Elas se diferenciam pelos mecanismos de funcionamento e, normalmente, são feitas por videolaparoscopia. Cada uma possui benefícios e desvantagens:

  • Banda gástrica ajustável: criada em 1984 e trazida ao Brasil em 1996, a banda gástrica ajustável representa menos de 5% dos procedimentos realizados no país. Apesar de não promover mudanças na produção de hormônios como o bypass, essa técnica é segura e eficaz na redução de peso. Instala-se um anel de silicone inflável ajustável ao redor do estômago que aperta o órgão, tornando possível controlar o seu esvaziamento. O objetivo é dificultar a entrada de alimentos no estômago, resultando numa perda de peso de 20% a 30%, sendo dependente da cooperação do paciente e dos tipos de alimentos ingeridos. Deve ser acompanhada de reeducação alimentar.
  • Gastrectomia vertical ou sleeve: a gastrectomia vertical (gastrectomia em manga, gastrectomia tubular ou gastrectomia sleeve) é um dos novos procedimentos bariátricos que tem recebido aceitação global, com bons resultados em múltiplos centros médicos em vários países. Nesse procedimento, o estômago é transformado em um tubo, com capacidade de 80 a 100 mililitros. Funciona como uma restrição gástrica, com remoção de 70% a 80% do estômago, diminuindo a produção de uma substância chamada grelina (hormônio da fome). Deve ser realizada por equipes bem treinadas e suporte multidisciplinar adequado.
  • Derivação bileo pancreática ou duodenal switch: corresponde a associação entre gastrectomia vertical e desvio intestinal. Nessa cirurgia, 85% do estômago é retirado, porém a anatomia básica do órgão e sua fisiologia de esvaziamento são mantidas. O desvio intestinal reduz a absorção dos nutrientes, determinando emagrecimento. Criada em 1978, a técnica corresponde a menos de 5% dos procedimentos e leva à perda de 40% a 50% do peso inicial.
  • Bypass Gástrico (Gastroplastia em Y de Roux ou Fobi-Capella): estudado desde a década de 60, o bypass gástrico é a técnica bariátrica mais praticada no Brasil, correspondendo a 70% das cirurgias realizadas, devido a sua segurança e, principalmente, sua eficácia. O paciente submetido à cirurgia perde de 40% a 45% do peso inicial. Nesse procedimento misto, há a restrição mecânica representada pela redução gástrica que restringe a ingestão alimentar e uma mudança na produção de hormônios que modulam a fome e a saciedade. Esse somatório entre menor ingestão de alimentos e aumento da saciedade é o que determina o emagrecimento, além de controlar o diabetes e outras doenças. Bypass Gástrico (Fobi-Capella) é o que determina o emagrecimento e controla o Diabetes e outras doenças, como a Hipertensão arterial. Acreditava-se que a colocação de um anel estreitando a passagem pelo reservatório antes da saída da bolsa para a alça jejunal retardaria o esvaziamento para sólidos, aumentando, ainda mais, a eficácia dos procedimentos. Atualmente, a literatura aponta para resultados benéficos semelhantes com ou sem o anel. Complicações nutricionais podem ser mais frequentes com a colocação do anel.

 

A escolha da técnica deverá ser sempre do cirurgião que irá avaliar qual a melhor para o seu caso e qual o menor impacto para seu organismo. É interessante saber como elas funcionam, mas deixe a decisão na mão de seu médico.

Publicado em

Gravidez pós-bariátrica

Gravidez e obesidade não combinam. Assim, muitas mulheres buscam na cirurgia bariátrica a solução para uma gestação mais plena e segura. Ela representa um grande ganho, pois sua realização diminui as chances da mulher desenvolver eclampsia, sofrer abortos e até ter um parto prematuro, além de proteger o bebê das mesmas doenças.

A gestação só é recomendada após 18 meses da realização da cirurgia e, claro, depois de um acompanhamento médico. Esse tempo deve ser respeitado, pois o corpo perde muitos nutrientes e vitaminas gerando fatores que podem prejudicar o bebê. Assim, as deficiências nutricionais devem estar devidamente tratadas antes de se cogitar alguma concepção.

Estudos apontam que engravidar antes do período indicado, aumenta as chances de abortos em 50%, além de riscos de problemas neurológicos e partos prematuros.

Um alerta! Durante esse meses de pós-operatório, as mulheres que tomam o anticoncepcional oral devem reforçar a prevenção com o uso do preservativo, pois a pílula pode não ser adequadamente absorvida pelo organismo.

grav

Fonte: Folha de S.Paulo

Publicado em

Contraindicações da cirurgia

Para se realizar a cirurgia bariátrica, há uma lista de critérios que devem ser seguidos rigorosamente a fim de evitar complicações que podem ser fatais. Uma das grandes dúvidas dos pacientes é: quais os fatores que podem me deixar inelegível para a cirurgia bariátrica? Eles são poucos, porém graves e, em nenhuma hipótese, devem ser descartados.

Conheça-os:

  • Limitação intelectual significativa: quando o paciente não consegue compreender a magnitude da operação ou dá indícios que não irá seguir as recomendações do pós-operatório, principalmente, das dietas restritivas. Também não é recomendado caso ele não possua um suporte familiar adequado.
  • Transtorno psiquiátrico: caso o paciente apresente algum quadro clínico que não pode ser controlado, a contraindicação é absoluta. Casos como depressão e ansiedade só deverão ser liberados se estiver comprovado a capacidade da pessoa compreender e seguir a risca as orientações médicas.
  • Vícios: alcoólatras e pessoas que tencionam ao alcoolismo não devem realizar a cirurgia, assim como os usuários de drogas ilícitas. Além de não ter controle no pós-operatório, a ingestão de substâncias tóxicas pode causar danos ao organismo do paciente que fica fragilizado.
  • Pacientes menores de 16 anos: não é recomendada, pois o corpo ainda está em desenvolvimento. A cirurgia é recomendada entre 16 e 18 anos sempre que houver indicação e consenso entre a família ou o responsável pelo paciente e a equipe multidisciplinar.
  • Doenças genéticas: se o paciente tiver alguma doença genética que pode gerar complicações durante a cirurgia ou no pós-operatório.

Esse são os itens que impedem a realização da cirurgia, se você não se enquadra em nenhum deles deverá seguir as diretrizes usuais: ter o IMC acima de 35 associado a comorbidades associadas a obesidade. Em todo caso, a recomendação é marcar uma consulta com o cirurgião para que ele avalie se você é um candidato à cirurgia ou não.