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Ser muito gordo ou muito magro ‘pode custar 4 anos de vida’, aponta estudo

Estar muito acima ou muito abaixo do peso pode reduzir em quatro anos a expectativa de vida, segundo um estudo publicado na revista científica The Lancet Diabetes e Endocrinology.

A pesquisa, uma das mais abrangentes do tipo, envolveu quase 2 milhões de pessoas que estavam registradas no sistema de saúde do Reino Unido.

Os pesquisadores descobriram que, a partir dos 40 anos, quem está dentro da faixa de Índice de Massa Corporal (IMC) saudável apresenta menor risco de morte.

As pessoas que estão nas extremidades superiores ou inferiores da escala do IMC, por sua vez, teriam chances maiores de viverem menos.

O IMC é calculado dividindo o peso pela altura ao quadrado.

Para adultos, o IMC “saudável” varia entre 18,5 e 25.

A maioria dos médicos diz que esse é o melhor método para descobrir se alguém é obeso, uma vez que é preciso e simples de medir.

‘Nível ideal’

O estudo mostrou que a expectativa de vida de homens e mulheres obesos era 4,2 anos e 3,5 anos mais curta, respectivamente, do que de quem estava dentro da faixa de peso saudável do IMC.

Para quem estava abaixo peso, a diferença registrada foi de 4,3 anos (homens) e 4,5 anos (mulheres) anos.

O IMC foi associado a praticamente todos os tipos de causa de morte por doença – incluindo câncer, problemas cardiovasculares e doenças respiratórias.

Calcule aqui o seu IMC

No entanto, nem todos que estavam na categoria saudável apresentaram um risco menor de desenvolver doenças, de acordo com o autor do artigo, Krishnan Bhaskaran.

“Para a maioria das causas de morte, descobrimos que havia um nível ‘ideal’ de IMC, com o risco de morte aumentando tanto abaixo quanto acima desse nível”, disse à BBC.

“Quanto maior a diferença de peso, maior a associação que observamos com o risco de mortalidade.”

“Assim, uma diferença de cerca de 3 kg faria uma diferença relativamente pequena (mas real). Identificamos esses pequenos efeitos porque este era um estudo muito grande”, acrescenta.

Alguns especialistas questionam se o IMC é uma forma precisa para analisar a saúde de uma pessoa.

Mas Katarina Kos, professora de Diabetes e Obesidade da Universidade de Exeter, no Reino Unido, acredita que sim.

“Para a maioria das pessoas, o IMC é uma boa medida.”.

Kos acrescenta que o estudo não contém dados surpreendentes, mas lembra que quem tem excesso de peso e consegue reduzir seu IMC pode colher benefícios para a saúde.

“Dados de remissão de diabetes mostram como dietas de baixa caloria e perda de peso podem melhorar o diabetes, por exemplo”, destaca.

Ela discorda, contudo, das conclusões da pesquisa que apontam ainda que um IMC mais alto em pessoas mais velhas não seria tão perigoso, porque um pouco de peso extra seria um fator de “proteção” para elas.

Kos realizou um estudo sobre o tema contemplando pessoas entre 60 e 69 anos no ano passado – e seu artigo sobre o chamado paradoxo da obesidade (pessoas obesas que estariam protegidas contra as complicações decorrentes do excesso de peso) não dão suporte à teoria presente no estudo.

 

Fonte:

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Como as mudanças promovidas pela cirurgia bariátrica alteram a absorção de alimentos

Antes de realizar uma cirurgia bariátrica é preciso considerar diversos fatores. Um deles é a mudança na absorção de nutrientes pelo organismo do paciente, que muitas vezes já possui carências nutricionais.

No Brasil, quatro técnicas operatórias são regulamentadas: bypass gástrico, gastrectomia vertical, derivação biliopancreática e banda gástrica ajustável. Cada uma delas produz efeitos diferentes na forma que o corpo absorve os nutrientes e necessita de uma abordagem de suplementação alimentar específica.

Compreender o funcionamento delas permite ao paciente avaliar melhor qual é a mais apropriada a sua realidade e seus objetivos, além de prepará-lo desde cedo para as mudanças pelas quais deverá passar para atingir sucesso no tratamento.

A conscientização sobre estas transformações deve ser feita pela equipe multidisciplinar, especialmente pelo nutricionista, durante o período pré-operatório para minimizar os riscos e possibilidades de complicações a médio e longo prazo.

Outra questão importante é fazer uma investigação completa antes da decisão pela cirurgia, já que muitos pacientes desenvolvem defasagem de nutrientes por conta de uma alimentação rica em calorias e pobres em nutrientes.

Converse com sua equipe multidisciplinar e descubra qual a melhor técnica para você!

Fonte: SBCBM

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Sal: aliado ou vilão?

Saiba porque controlar o uso excessivo de sal é fundamental para sua saúde.

Que o sal deixa a comida muito mais saborosa não é novidade, mas você sabia que a quantidade que você utiliza deve ser medida, para que além de apetitosa sua alimentação seja saudável?

A Organização Mundial da Saúde recomenda, no máximo, o consumo de 5 gramas de sal ao dia. É interessante que sigamos essa orientação para que não haja surpresas desagradáveis no futuro. E tem mais, de acordo com o Ministério da Saúde, 70% do sal consumido pelo brasileiro vêm da alimentação feita em casa e 30%, de produtos industrializados. Agora que você já sabe que grande parte do que você consome de sal é da comida que provém do seu lar, fica mais fácil de perceber os excessos e reduzir para as 5 gramas recomendadas, não é mesmo?

Você pode começar retirando o saleiro da mesa, depois vai reduzindo a quantidade que você utiliza quando prepara seus alimentos, e para você não ter aquele probleminha de achar que está faltando tempero, basta utilizar ervas aromáticas, salsinha, cebolinha, manjericão, e outras. Além disso, passar a observar os rótulos dos alimentos que você compra e escolher pelo que tem menos sódio pode ser muito útil para você conseguir alcançar seu objetivo, que é reduzir o uso de sal, que tem o sódio, que se consumido em excesso pode ser um grande vilão para um vida saudável, como componente.

Mas você deve estar se perguntando agora: o que o excesso do sal traz de risco para minha saúde? A gente te responde!

Quanto mais sal você consome mais aumenta o risco de você desenvolver doenças como hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e renais. E elas reduzem sua possibilidade de viver com qualidade e aproveitar o melhor dos seus dias. Então, utilizando aquele velho ditado popular, é melhor prevenir do que remediar!
Leia mais sobre hipertensão e saiba como identificar e tratar a doença:

Mas calma, o sal também pode ser um grande aliado se você souber utilizar com sabedoria. O uso moderado e controlado (5 gramas por dia) pode trazer grandes benefícios. Veja alguns deles:

Equilíbrio do organismo:

O sal funciona como mecanismo de controle das substâncias que entram e saem do organismo. Sem a presença do sódio no corpo, não seria possível reter a quantidade saudável de água que precisa e as células sofreriam alteração no seu volume natural.

● Melhora a digestão:

O sal é um grande amigo da digestão, porque estimula o aumento dos movimentos peristálticos dos intestinos, facilitando a formação do bolo fecal.

Grande aliado dos atletas:

a importância do sal é ainda maior para os atletas, porque seu consumo auxilia na reposição do sódio perdido pela transpiração. Assim, o corpo permanece no equilíbrio saudável de água e nutrientes no interior de suas células.

Agora que você tem todas essas informações fica muito mais fácil utilizar o sal da maneira correta, para que ele deixe de ser tão temido.

Conta pra gente o que achou desse blog post, e compartilhe conosco suas experiências. Queremos saber o que o sal é em sua vida: aliado ou vilão?

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Hipertensão (Pressão Alta): Como identificar e tratar essa doença

Também chamada de hipertensão, a pressão alta é uma doença crônica que afeta milhares de pessoas todos os anos.

Embora não tenha cura, este problema de saúde tem controle, que geralmente é feito por meio de medicamentos e também pela adoção de práticas saudáveis no dia a dia como uma alimentação equilibrada e realização de atividade física constante.

Para saber mais detalhes sobre a pressão alta, bem como as formas de tratamento desse problema de saúde, continue lendo esse post e saiba mais sobre esse assunto!

Hipertensão (Pressão alta): Causas

 Existem vários fatores que podem causar a hipertensão ou pressão alta. Dentre os principais, é possível citar:

  • Consumo de sal em excesso;
  • Hereditariedade;
  • Colesterol alto;
  • Sedentarismo.

Além destes fatores, o excesso de peso também pode ser considerado como uma das causas de pressão alta. Por isso, adotar hábitos mais saudáveis com certeza é algo que contribui para evitar que você seja acometido por essa doença crônica no futuro.

Principais sintomas da Hipertensão

Independente da idade, a Hipertensão se manifesta da mesma forma em qualquer pessoa. Nesse caso, os principais sintomas da pressão alta são:

  • Tonturas;
  • Visão turva;
  • Enjoo e mal estar;
  • Respiração difícil;
  • Dor na região do peito.

Caso sinta algum dos sintomas listados acima, é preciso consultar um médico especialista, para que ele faça uma avaliação e assim consiga chegar a um diagnóstico mais preciso.

Como tratar a Hipertensão

Conforme citamos mais acima, a Hipertensão não tem cura, apenas controle. Sendo assim, o tratamento para manter essa doença sob controle no seu dia a dia consiste na ingestão de medicamentos diariamente.

Além disso, você também deve adotar hábitos mais saudáveis, como manter uma alimentação balanceada, fazer atividade física, evitar o uso de cigarro ou álcool, não comer alimentos com elevado teor de sal, dentre outros cuidados.

Outro cuidado muito importante que você deve tomar caso seja diagnosticado com pressão alta é fazer um acompanhamento médico com um cardiologista periodicamente, até mesmo para se certificar de que a sua saúde anda em dia.

Portanto, estas são as principais informações que você pode ter acerca da pressão alta. Agora é só tomar os devidos cuidados para manter essa doença sob controle e assim poder viver da forma mais saudável possível.

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Abdominal para acabar com a barriga: realmente funciona?

Por: Michelle Nery  – Fisioterapeuta da equipe do Bhariátrica

Ainda é comum se ouvir falar que os exercícios abdominais são feitos para acabar com a barriga ou “secar” as gordurinhas dessa região. Até que ponto podemos considerar isso como verdade?

Os exercícios abdominais fazem a contração da musculatura em questão, causando uma sensação de tremor ou queimação nos períodos iniciais de treinamento que podem ser confundidos com a queima de gordura localizada. Entretanto, essa ideia é algo extremamente equivocado.  Não é possível a queima de gordura localizada com o exercício, ela acontece de forma generalizada e é potencializada com a prática de exercícios aeróbicos. O abdominal vai fortalecer a musculatura e tonifica-la, mas não gera queima de gordura localizada.

Mas não é por isso que a prática desse exercício deve ser abandonada. A execução adequada do abdominal traz inúmeros benefícios, dentre os quais podemos destacar:

– Prevenção /alívio de dores lombares, principalmente as de origem postural;

– Maior estabilidade do corpo na execução de atividades e gestos esportivos;

– Ajuda na manutenção da boa postura, juntamente com os músculos das costas.

 Já se o objetivo é a queima da gordura que recobre a região, o mais indicado é uma dieta adequada e a prática de exercícios de carga associados ao bom e velho aeróbico. Lembrando que o acompanhamento de profissionais capacitados é um fator diferencial em todo o processo!

Fonte: http://www.superactivemommy.com/2013/03/12/exercise-to-fight-obesity/

Artigo Relacionado: Problemas de Coluna em Obesos

 

 

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Criança está acima do peso? O que fazer.

Autor do artigo Obesidade Infantil e fome oculta: associação entre escassez e excesso, nosso especialista em Pediatria e Nutrologia, o médico Flávio Diniz Capanema fala sobre os problemas enfrentados pela sociedade atualmente e como pais podem auxiliar no combate a obesidade infantil.

Clique aqui e fale com dr. Flávio Capanema.

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Obesidade infantil e fome oculta

Nosso especialista em pediatria, DR. Flávio Capanema foi convidado para produzir um material sobre Obesidade Infantil para a Universidade Corporativa da Unimed. O tema discutido foi Obesidade Infantil e Fome Oculta, devido a maior chance de crianças obesas desenvolverem deficiências de micronutrientes (Ferro e Vitamina D) e o risco para a chamada “Fome Oculta”.

Confira abaixo um trecho do artigo:

A obesidade, condição adversa à saúde humana, é definida como um distúrbio do metabolismo energético que se caracteriza por acúmulo anormal ou excessivo de gordura no organismo, decorrente da interação entre fatores genéticos, ambientais e comportamentais. O balanço energético positivo, determinado pela ingestão aumentada de macronutrientes, gasto energético reduzido e pela termogênese dos alimentos, resultará em ganho de peso corporal na forma de gordura. Partindo-se da estimativa de que o excesso de peso e a obesidade causam em todo o mundo 3,4 milhões de mortes, com perda de 3,8% dos anos de vida ajustados por incapacidade dados recentes informam a dimensão global do problema: a proporção de adultos obesos aumentou entre 1980 e 2013 de 28,8% para 36,9% em homens e de 29,8% para 38,0% em mulheres. A prevalência de sobrepeso e obesidade também aumentou em crianças e adolescentes em países em desenvolvimento, passando de 8,1% para 12,9% para meninos e de 8,4% para 13,4% em meninas.

Confira o artigo na integra no portal – acoesunimedbh.com.br.

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Alimentos Funcionais

alimentos funcionais-bhariatrica-obesidade

Os alimentos funcionais fazem parte de uma nova concepção de alimentos, lançada pelo Japão na década de 80, por meio de um programa de governo que tinha como objetivo desenvolver alimentos saudáveis para uma população que envelhecia e apresentava uma grande expectativa de vida.

Um alimento funcional deve apresentar propriedades benéficas além das nutricionais básicas, sendo apresentados na forma de alimentos comuns. Eles são consumidos em dietas convencionais, mas demonstram capacidade de regular funções corporais de forma a auxiliar na proteção contra doenças como hipertensão, diabetes, câncer, osteoporose e coronariopatias. Ou seja, são alimentos funcionais todos os alimentos ou bebidas que, consumidos na alimentação cotidiana, podem trazer benefícios fisiológicos específicos, graças à presença de ingredientes fisiologicamente saudáveis.

Atualmente a obesidade é considerada um dos maiores problemas de saúde pública da última década. É visto em vários estudos que se trata de uma desordem complexa, incluindo base genética e de etiologia multifatorial.

É sabido que o ambiente criado a partir do excesso de alimentos não saudáveis, estilo de vida sedentário, a alta exposição a toxinas e o estresse crônico também podem ajudar no aumento de sua prevalência.

Como estratégia nutricional para redução do peso corporal medidas baseadas em uma alimentação funcional promovem hoje resultados satisfatórios, como a redução dos riscos de doenças e manutenção da saúde.

Veja alguns compostos ativos que encontramos nos alimentos responsáveis pelas ações preventivas: os polifenóis (flavonóides e isoflavonas), carotenóides e ômega–3; encontrados em alimentos usuais como alho, tomate, berinjela, chocolate amargo, uva – vinho tinto, peixe, oleaginosas, chá verde, soja, especiarias, leguminosas, cogumelos e maçã.

Busque estratégias nutricionais para redução do peso com enfoque na saúde! Em caso de dúvidas, procure seu nutricionista.

Acompanhe o maior grupo em Minas Gerais sobre os procedimentos de gastroplastia

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Intolerância a lactose e a obesidade: como se faz um diagnostico?

intolerancia a lactose e obesidade

A obesidade é um desequilíbrio nutricional, proveniente de uma alimentação de má qualidade, dietas restritivas, excesso ou carência de micronutrientes e alterações gastrointestinais.  A obesidade por se tratar de um desequilíbrio pode desencadear alergias, intolerâncias, ansiedade, depressão, compulsão, enxaquecas, entre outros. Assim esse desequilíbrio nutricional dificulta o processo da perda de peso.

A intolerância a lactose é denominada pela incapacidade de digerir o açúcar do leite. A lactose é o açúcar natural existente no leite e derivados. Precisa ser digerida por uma enzima chamada lactase e transformada em glicose e galactose antes de ser absorvida e aproveitada pelo organismo. Seu diagnostico muita das vezes se inicia por manifestações clinicas, ou seja, sintomas como; gases, distensão abdominal, diarreia e cólicas após a ingestão de alimentos que contenham lactose.

Mas para de fato ser diagnosticado como intolerante a lactose existem os seguintes exames: A dosagem de lactase na mucosa duodenal, em fragmento colhido por endoscopia, tem sensibilidade de 95% e especificidade de 100%, porém é um exame invasivo. Pode-se medir indiretamente a capacidade de digestão de lactose. No teste oral, o paciente ingere uma quantidade fixa desse dissacarídeo e a glicemia é dosada antes e depois da ingesta.

O indivíduo capaz de digerir a lactose apresenta um incremento de 20 mg/dL na glicemia. Além de dosar a glicemia, é possível medir o H2 no ar expirado após a sobrecarga oral, pois, pela fermentação da lactose pelas bactérias colônicas, há produção de H2, que é absorvido no intestino e parcialmente eliminado pelos pulmões.

Não é recomendável o início de uma dieta de exclusão de leite baseada em sintomas apenas. Procure o seu médico para ter certeza do diagnostico e assim seguir uma dieta orientada pela sua nutricionista!

Forte abraço

Tâmara Oliveira dos Reis
Nutricionista

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Em busca do equilíbrio

Todos nós já ouvimos a palavra destoxificação. Aposto que já ouviram do seu nutricionista, da colega de trabalho, do vendedor de couve, do programa de culinária na TV. Pois bem, qual é a ligação dessa palavra com a saúde, com a perda de peso?

Vocês sabiam que o nosso fígado exerce diversas funções importantes que nos ajudam a manter o equilíbrio do corpo? Podemos citar:

-produção de bile, essencial na emulsificação de lipídios;

– conteúdo de parte do sistema imunológico;

– síntese e degradação de hormônios como colesterol, estrógeno, testosterona e outros;

– controle no metabolismo de glicose;

– Realização do metabolismo de primeira passagem de nutrientes, drogas, álcool e substâncias diversas ( destoxificação hepática).

Diante de tantas funções é muito importante pensar de como podemos cuidar do nosso fígado. Durante o feriado abusamos um pouco de determinadas substâncias ( xenobióticas) e com isso faz com que este órgão trabalhe dobrado, o que dificulta esse processo de destoxificação.

O que precisamos entender é o que são xenobióticos e como preservar essa função  do fígado, a destoxificação.

Vamos lá, começar pelo começo! O conceito de “xenobióticos’. São qualquer substância química ou molecular estranha ao organismo, originada externamente ou internamente, desde que não possua papel fisiológico conhecido.  Essas substâncias causam irritação e/ou efeito danoso em um organismo, reduzindo a atividade celular, a ação de receptores de enzimas  ou por acometer funções ( absorção, distribuição, metabolismo e excreção).

Os  xenobióticos podem ser de origem externa ou interna. De origem interna podem ser de erros inatos do metabolismo ( ex: fenilcetonúria); desequilíbrio metabólico, por polimorfismo genéticos ou fatores ambientais ( ex: uso de medicamentos, doenças hepáticas prévias); a microbiota intestinal (ex: aumento da permeabilidade intestinal permitindo a passagem de moléculas nocivas alterando adversamente a saúde do individuo).

De origem exeterna existem milhares de compostos químicos tóxicos. Diariamente temos o potencial contato com estes compostos, sendo estes; aditivos alimentares, medicamentos, agrotóxicos de forma geral (herbicidas, fungicidas, pesticidas).

A destoxificação é o processo que busca eliminar essas substâncias xenobióticas. Esse processo ocorre em todas as células, mas principalmente nas do fígado e do intestino.  As reações de destoxificação dão se por um processo de três fases:

Fase I também chamada de bioativação

Fase II conhecida também como conjugação.

Na Fase III última reação tão importante quanto às outras.

Portanto, a Nutrição busca  usar a funcionalidade do alimento para otimizar essas reações.  Ou seja, reduzir a toxicidade de uma substância por meio de alterações químicas induzido no corpo, produzindo um composto menos venenoso ou mais facilmente excretado.

Vários fitoquímicos presentes nos alimentos modulam as reações.  Podemos encontrar esses compostos fitoquimicos nas brassicas ( ex: repolho, couve – flor, couve – manteiga, brócolis, couve de Bruxelas, mostarda, nabo, agrião, rabanete, rúcula.  Os glicosinalatos é um composto bioativo importante para a saúde das células do fígado. Outros compostos bioativos também estão ligados a proteção das células do figado. Como por exemplo os flavonóides, quercitina e rutina.  A cúrcuma, também conhecida como açafrão da terra é riquíssima em curcumina, fitoquimico antioxidante, antiinflamatório e antimutagênico. Assim como os  flavonóides estimula  a síntese e a atividade da enzima presente na fase II a glutationa – S- tranferase (GST).  O alecrim por sua vez muito utilizado para chás possuem em sua composição flavonóides e ácidos fenólicos, como carosol e o ácido carnospoico, que aumentam a atividade da enzima GST, além do ácido ursólico e do rosmanol,  potentes antioxidantes, elimina o óxido nítrico e o peroxinitrito resultantes do processo inflamatório ( possível inibição da enzima iNOs – cuja expressão gênica está aumentada durante o processo inflamatório). Outro chá bastante utilizado no dia a dia é o chá verde, rico em catequinas ( 30 a 40%), seu efeito se dá por ação antiinflamatória, antioxidante, inibe a angiogênese, estimula as fases I e II por meio do aumento da enzima GST.

O alho indispensável para as preparações é rico em compostos organo enxofrados. Está ligado na capacidade de acelerar as enzimas da fase II.

O própolis também é fonte riquíssima de flavonóides. Estudos mostram ação na proteção do fígado de diversos xenobióticos, atua estimulando a  ação da GST.

Portanto, após um longo feriado a dica da nutri é cuidar do fígado. Sabemos agora o tanto que ele é importante para o processo de destoxificação.

Não se esqueçam de consumir água com limão, suco verde, chá de alecrim, chá verde.  Retirar  o uso de álcool, cirragos, alimentos industrializados, bebidas enlatadas.

Não se esqueçam de procurar o profissional nutricionista para a busca do equilíbrio!

Forte abraço

Tâmara Oliveira dos Reis
Nutricionista

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temperos naturais e saborosos para substituir o sal

5 dicas de temperos naturais para reduzir o sal - 26 de abril dia nacional de prevenção e combate à hipertensão arterial

O consumo excessivo de sódio faz mal à saúde e acaba sendo um vilão no cotidiano de quem deseja manter uma alimentação equilibrada.  A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é o consumo diário não ultrapassar 2.400 mg, ou seja, 6 gramas de sal. Diversas pesquisas revelam que o consumo brasileiro chega a ser mais que o dobro recomendado. Por isso, nossa nutricionista separou 5 sugestões de temperos naturais para substituir o sal em suas refeições para ficarem mais saborosas e saudáveis.

1 – Mix de ervas

Pode ser usado para preparar carnes, molhos e feijão, entre outros alimentos. Basta bater no liquidificador as partes iguais de sal marinho, orégano, manjericão e alecrim (ervas desidratadas). Você também pode variar usando semente de mostarda, cominho e pimenta do reino entre outros temperos naturais.

2 – Marinada

Tempere carnes com uma mistura de vinho, suco de laranja, suco de limão ou suco de abacaxi com temperos, como cebola, alho, alecrim, coentro, sálvia, tomilho e louro. Deixe a carne marinando na geladeira por cerca de uma hora. O tempero deixará a carne mais saudável e saborosa.

3 – Óleo de especiarias

Utilize azeite de oliva extravirgem, pimenta dedo-de-moça, um dente de alho, um ramo de alecrim e folhinhas de manjericão. Use o próprio vidro do azeite para juntar os ingredientes. Varie as opções e terá vários sabores para temperar saladas, refogar a comida ou comer com pão e torradinhas integrais.

4 – Gersal

Excelente opção para o preparo de arroz, legumes ou saladas. Misture quatro colheres de chá de semente de gergelim torrado com duas colheres de chá de sal marinho grosso. Triture e guarde em um pote fechado.

5 – Caldo caseiro de legumes

Um preparo simples para substituir os cubinhos industrializados  de caldo de legumes. Cozinhe alho, alho-poró, louro, orégano, aipo, cenoura, moranga e talos com água. Coe e congele em potes para usar em risotos, sopas e molhos.

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Obesidade e depressão – Dia Mundial da Saúde

Dia mundial da saúde, obesidade e depressão

Em 2017 a Organização Mundial de Saúde (OMS) aproveita o Dia Mundial da Saúde (7 de Abril) para alertar sobre a depressão, um transtorno que tem surgido com cade vez mais frequência em todo o mundo, e falando sobre o tema, daremos o primeiro passo para compreender melhor a doença e encorajarmos cada vez mais pessoas a procurarem por informação e ajuda.

A depressão tem uma forte relação com a obesidade, sendo que aproximadamente 30% das pessoas que procuram por um tratamento para emagrecer, apresentam algum grau de depressão, daí a necessidade de ressaltar a importância de conversarmos sobre este tema no Dia Mundial da Saúde.

A doença pode apresentar sintomas como compulsão por comida e aumento de apetite. O indivíduo come muito, se arrepende e fica com baixa autoestima.

A depressão aumenta a circulação do cortisol, uma substância que também é conhecida como “hormônio do estresse”, induzindo ao acúmulo de células de gordura na região abdominal.

Sabe-se que a melancolia profunda reduz a produção de serotonina e a noradrenalina. O resultado dessa disfunção é aquela vontade de comer carboidratos — doces, pães e massas. Para combater o ciclo da obesidade e depressão, é recomendável um tratamento multidisciplinar, com apoio de psicólogos, nutricionistas e atividade física.

Prevenir a depressão ajuda nos resultados do tratamento da obesidade.  Como alguns antidepressivos levam ao aumento de peso e apetite, é importante conversar com um médico sobre as opções mais adequadas.