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Perder peso ou emagrecer?

É comum associar a perda de peso ao emagrecimento, mas há uma diferença importante entre os dois conceitos. Primeiro, é preciso esclarecer que o peso é a soma da massa de diferentes tecidos (músculos, gordura, ossos e água), portanto, perder peso se refere à redução de qualquer um desses componentes.  Já, emagrecer é a perda das famosas gorduras, cujo excesso é prejudicial ao organismo.

O processo de emagrecimento pós-cirurgia bariátrica dura, em média, 18 meses. A maioria das pessoas que segue, rigorosamente, as orientações nutricionais, começa de imediato o acompanhamento com o fisioterapeuta e a prática de atividade física, chegando ao peso ideal, com menos de um ano, alcançando assim, o sucesso da operação. Para quem já fez a cirurgia bariátrica, é muito importante entender essa diferença entre perder peso e emagrecer, porque é comum pessoas perderem peso muito rapidamente nos primeiros meses pós-cirurgia e, essa perda, deve ser monitorada por um nutricionista.

Do ponto de vista nutricional, é fundamental o acompanhamento adequado com exames, como a bioimpedância, para mostrar a quantidade de massa muscular e massa gorda perdida no período. Nos primeiros meses pós-cirurgia, é crucial não perder massa muscular, mas, sim, gordura. A perda de massa muscular pode acarretar doenças nos ossos e articulações.

O acompanhamento com o nutricionista nos primeiros meses de pós-operatório é de extrema importância para realização do controle da perda da massa muscular, além do suporte alimentar. Praticar atividades físicas ajuda a repor a massa perdida e um bom componente nutricional vindo dos alimentos aumenta as proteínas, evitando perder a massa. O foco do paciente deve estar no emagrecimento, na perda das gorduras e, para isso, deve ficar atento para além da balança.

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Hérnia de hiato e comorbidades

Obesos e desnutridos

Obesidade infantil e fome oculta

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Vegetarianismo infantil para combater a obesidade

É alarmante a quantidade de crianças e adolescentes obesos no mundo e a situação se reflete negativamente em outros aspectos da saúde infantil, na adolescência e segue para a vida adulta. A obesidade é um grande fator de risco para desenvolvimento da diabetes tipo 2. Diversos estudos revelam que 70% a 80% dos adolescentes obesos irão, provavelmente, manter-se obesos durante o resto da vida. O problema torna a luta contra a obesidade e excesso de peso infantil um dos desafios mais importantes nos cuidados de saúde.

Um artigo publicado nos EUA analisou vários estudos sobre a relação entre a ingestão de comida vegetariana ou alimentos vegetais e o excesso de peso. A investigação revelou que os vegetarianos são, geralmente, mais magros e com menor índice de massa corporal (IMC) que os não vegetarianos. Os homens vegetarianos pesam em média menos 7,7 kg e, entre as mulheres, a diferença média é de menos 3,3 kg, representando um valor de IMC que é 2 pontos mais baixo. Levantamentos com crianças indicam que aquelas criadas com uma alimentação vegetariana são mais magras que as da mesma idade, não vegetarianas, sendo que a diferença é ainda mais acentuada durante a adolescência.

O vegetarianismo já deixou de ser apenas uma dieta e se tornou um estilo de vida. É um regime alimentar baseado no consumo de alimentos de origem vegetal, excluindo assim todas as carnes. É importante lembrar que uma dieta vegetariana para crianças deve incluir os nutrientes adequados, pois precisam de maiores quantidades de certos nutrientes que adultos, como cálcio e ferro, por exemplo. O acompanhamento de um pediatra nutrólogo é importante para garantir a correta alimentação, elaborando uma dieta baseada em alimentos vegetais, que proporcione às crianças todos os nutrientes necessários.

Se você está pensando em assumir uma dieta vegetariana, um passo simples é começar com produtos de soja, em vez de produtos derivados do leite, pois se encaixam perfeitamente numa dieta saudável e variada, que pode iniciar após um pequeno-almoço. A grande variedade de produtos vai de bebidas às sobremesas e aos substitutos da carne, permitindo que seja possível desfrutar dos produtos de soja a qualquer hora do dia.

A dieta infantil mais adequada é a semivegetariana, cuja alimentação exclui a carne vermelha e a carne de porco, mantendo carnes brancas, ovos, mel, leite e derivados. É recomendado esperar até a adolescência, se, realmente, a opção for pela dieta vegetariana, quando já se tem mais informações sobre os diferentes tipos de alimentos e necessidades nutricionais de cada indivíduo.

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Obesidade infantil e fome oculta

Entrevista com o Dr. Flávio Capanema sobre obesidade infantil

Combate a obesidade infantil nas festas

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Você sabe o que é o Dumping?

Uma das principais dúvidas entre pacientes de pré e pós operatório é o chamado “Dumping”. A palavra de origem inglesa, deriva do termo “dump” e significa “despejar ou esvaziar”, entre outros. Para algumas pessoas que já passaram por procedimentos cirúrgicos de emagrecimento, o significado de Dumping é bem diferente e incomodo.

Dumping é uma sensação de mal-estar, normalmente, apresentada após uma alimentação muito rica em carboidratos, ou seja, açúcar. Ocorre devido à passagem muito rápida dos alimentos do estômago para o intestino. Então, assim que a pessoa ingere um alimento que contém muito açúcar, imediatamente, passa a ter um desconforto. A elevada ingestão de carboidratos causa um aumento súbito da insulina, acarretando uma crise de hipoglicemia. Os sintomas mais comuns são a sudorese, taquicardia (batedeira no peito) e sensação de desmaio. Entretanto, alguns pacientes relatam a sensação de peso na barriga, náuseas e vômitos, entre 10 e 20 minutos após as refeições. Entre 20 minutos e 1 hora após as refeições, eles relataram aumento do abdômen, gases, dor abdominal, cólicas e até diarreia.

Os pacientes com sintomas de Dumping devem ser tratados com orientação nutricional, modificando os hábitos alimentares. Há também a possibilidade da prescrição médica de remédios que atrasam a passagem dos alimentos do estômago para o intestino, reduzindo os picos de glicose e insulina após as refeições.

O Dumping é muito mais frequente em pacientes que fizeram o Bypass gástrico ou a cirurgia de Foby-Capella (bariátrica) que aqueles que fizeram a Gastrectomia tubolar (Sleeve), sendo que nesta última, a possibilidade de ocorrer o Dumping é pequena.

É importante ressaltar que todo acompanhamento pós-cirúrgico com um nutricionista e um gastroenterologista avalia eventuais sintomas de Dumping para prevenir doenças.

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Obesidade e problemas respiratórios

Problemas de coluna em obesos

Obesidade infantil e fome oculta

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Obesos e desnutridos

A obesidade cresceu 60% em dez anos no Brasil, conforme pesquisa do Ministério da Saúde. Os dados são considerados alarmantes, pois sempre estão acompanhados do crescimento de outras doenças, como a diabetes e hipertensão. É importante ressaltar que nem toda pessoa magra é saudável e nem toda pessoa acima do peso está doente. Entretanto, é comum que as pessoas obesas apresentem sinais de desnutrição, uma vez que não é a quantidade de comida que determina o bom estado nutricional, e, sim, a qualidade da alimentação.

A mudança de hábitos alimentares e a rotina dos grandes centros são fatores que influenciam a má alimentação. A pesquisa apontou ainda que os brasileiros estão consumindo menos ingredientes considerados básicos e tradicionais, como o feijão, por exemplo, que teve o consumo regular reduzido de 67,5%, em 2012, para 61,3%, em 2016.

O brasileiro tem optado por alimentos mais gordurosos e o consumo de industrializados, também repletos de gorduras, aromatizantes e conservantes, tornando muitos pratos mais calóricos e nada nutritivos. Trata-se de alimentos que “matam a fome”, porém não suprem as necessidades de vitaminas do organismo. A desnutrição acontece, justamente, quando existe uma deficiência ou falta de nutrientes essenciais para garantir o bom funcionamento do corpo e não a falta de comida.

Na obesidade, o consumo excessivo de carboidratos e gorduras gera um alto valor calórico e um baixo valor nutritivo. Em contrapartida, acontece um baixo consumo de vitaminas, minerais, fibras e, até mesmo, proteínas. A recomendação é manter uma alimentação equilibrada, com a presença de proteínas, fibras e vitaminas em geral, independentemente do peso.

Alerta! A confirmação de qualquer doença relacionada à obesidade deve ser feita após avaliação médica.

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