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Cigarro e obesidade – Mudança de hábito

O vício pelo cigarro é, por si só, prejudicial à saúde. Entre cigarro e obesidade é necessário que se tenha uma atenção especial, pois o tabagismo acarreta diversas complicações.

É aconselhável reduzir pela metade o consumo de cigarros, cerca de dois meses antes da cirurgia bariátrica (gastroplastia) e, suspender o uso nas 24 horas antes do procedimento. O ideal, no preparo para a nova fase, é mudar os maus hábitos e, porque não abandonar o vício? Dar adeus ao cigarro e obesidade.

Além de todas as substâncias tóxicas e cancerígenas do cigarro, após uma cirurgia bariátrica podem acontecer complicações, como úlcera e cicatrização ineficiente que podem gerar infecções, assim como o aumento da acidez do estômago pode gerar gastrite.

As principais contraindicações do tabagismo para pessoas que querem ou já fizeram a cirurgia bariátrica estão no fato de o fumante apresentar maior risco de tosse no pós-operatório e prejudicar a recuperação; desenvolver complicações cardiopulmonares, como taquicardia, descontrole da pressão arterial, infecção de ferida operatória e retardo na cicatrização.

O motivo para essas complicações está no fato de o tabaco alterar a resposta imune pulmonar e diminuir a disponibilidade de oxigênio para as células.

Muitos pacientes retomam o vício de fumar alguns meses após a cirurgia. Quando já conseguiu diminuir ou cessar o consumo de cigarros, o ideal é ficar longe desse vício. Aproveite o período sem o cigarro para fazer ainda mais diferença nas mudanças em sua vida. A saúde deve estar sempre em primeiro lugar. A cirurgia bariátrica pode ter sido o primeiro passo e  deve ser acompanhado de muitos outros, como a prática contínua de exercícios físicos e manter uma alimentação saudável.

Uma recuperação mais eficiente e com resultado duradouro requer ajuda e mudança de hábitos como eliminar o cigarro por completo, adotando hábitos coerentes com a nova condição de vida.

Não se esqueça de seguir exatamente o que o seu médico orientar, sempre tire com ele todas as suas duvidas.

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A atelectasia na cirurgia bariátrica

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            Nos últimos anos, cresceu o número de brasileiros obesos. Uma das formas de abordagem para o problema é a cirurgia bariátrica, cada vez mais difundida para a perda de peso, não  alcançada em tratamento conservador. Entretanto, como em qualquer procedimento cirúrgico, a cirurgia bariátrica também apresenta riscos. Por se tratar de uma cirurgia abdominal alta, as complicações ventilatórias merecem atenção especial. É importante destacar que essas complicações acontecem em maior número em pacientes obesos e submetidos à anestesia geral.

            Uma das possíveis complicações ventilatórias é a atelectasia, em que parte do pulmão, ou todo ele, sofre um “fechamento” e compromete a capacidade de respirar do paciente. Os estudos revelam que, in1divíduos dentro da faixa de peso considerada normal, também podem desenvolver atelectasia. Entretanto, a reversão do quadro é muito mais rápida nesse tipo de paciente.

            Alguns dos sintomas da atelectasia são tosse, febre e dificuldade de respirar. A sintomatologia varia conforme o grau de acometimento pulmonar.

             Vale ressaltar que, nem sempre, a atelectasia se desenvolve apenas associada a um quadro operatório do paciente. Muitos pacientes desenvolvem esse tipo de complicação pelo quadro crônico da obesidade e nem sabem disso. Esse perfil de paciente precisa de uma abordagem diferenciada para a cirurgia bariátrica, uma vez que seu quadro de atelectasia pode se agravar durante a cirurgia, favorecendo a ocorrência de outras complicações.

            É de fundamental importância uma abordagem específica no pré-operatório da cirurgia bariátrica para prevenir a complicação que pode estender o tempo de internação e complicar o pós-operatório. Medidas simples e específicas, passadas pela fisioterapeuta da equipe, na consulta antes da cirurgia, apresentam resultados satisfatórios para evitarem esse tipo de complicação.

            Lembre-se: sua saúde não tem preço, portanto previna-se!

Michelle Nery
Fisioterapeuta

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Pessoas com obesidade podem consumir ovos?

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As pessoas acima do peso são, frequentemente, expostas à informação que o consumo de ovos pode ser prejudicial à saúde, por causa do colesterol. Será mesmo?

Atualmente, são mais claros os benefícios que o ovo promove e que se trata de um dos melhores alimentos naturais. Um ovo contém aproximadamente 200mg de colesterol, excelente fonte de aminoácidos, vitaminas e carotenoides, sendo  também um alimento de fácil acesso e baixo valor calórico, uma das poucas fontes exógenas de vitamina D e K.

O consumo de ovos, em vez de representar a ingestão de um alimento rico em carboidratos, pode aumentar o colesterol de lipoproteína de alta densidade (HDL-c) e diminuir as respostas glicêmicas e de insulina do sangue.

Ao ingerir um ovo, você consome 20% das recomendações diárias (RDA) de proteína. A gema é uma fonte biodisponível de luteína e zeaxantina, carotenóides antioxidantes que se acumulam na região macular da retina e têm função protetora. Para completar, o ovo é considerado uma excelente fonte de colina, nutriente essencial para a função normal das células.

Se você é obeso e tem doença cardiovascular, não precisa tirar a gema, viu? Diversos estudos revelaram que consumir o ovo por inteiro não gera aumento do colesterol. Contudo, procure uma nutricionista para saber qual é a quantidade diária recomendada para você.

Não falei que o ovo era uma ótima fonte de nutrientes?

Tâmara Oliveira dos Reis

Nutricionista

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11º Simpósio Mineiro de Intercorrências em Cirurgia Plástica

Nos dias 26 e 27 de maio nossa especialista em cirurgia plástica, Dra. Patrícia Noronha de Almeida, presidiu a mesa de debates no “11º Simpósio Mineiro de Intercorrências em Cirurgia Plástica” cujo tema debatido foi: O que devo saber sobre complicações. O evento é o único voltado, exclusivamente, à discussão das adversidades vivenciadas no dia-a-dia do exercício profissional.

Dra. Patrícia Noronha é Cirurgiã Plástica e faz parte da equipe médica do Instituto Mineiro de Obesidade e Cirurgia.

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