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Reganho de peso após a cirurgia bariátrica

Um dos maiores temores de quem se submete à cirurgia bariátrica é o reganho de peso  após a cirurgia. Durante o pré-operatório, a pessoa passa por diversos exames e preparativos. Depois da cirurgia, deverá se manter motivada, além dos procedimentos que deverá adotar, como consultas periódicas e  tratamento psicológico à longo prazo, como reeducação alimentar e prática de atividade física. O processo é cercado por temores, mitos e verdades.

Engana-se quem acha que, após a cirurgia, nunca vai recuperar parte do  peso.

É possível que, depois de todos os elogios e melhorias na qualidade de vida e na rotina dos primeiros 18 meses, o paciente recupere alguns quilos, permanecendo saudável e mantendo o percentual de sucesso da cirurgia. Entretanto, é preciso atenção para verificar quanto do reganho de peso é normal e quanto requer acompanhamento profissional.

Os casos com recuperação entre 5% a 10% do peso, sem intervenção clínica, são considerados normais nos primeiros 24 meses. Contudo, quando o reganho ocorre em menos de um ano, de maneira rápida, associada à maus hábitos e com retomada de  alguns sintomas, relacionados à obesidade, como diabetes, apneia do sono e colesterol elevado, a situação não é normal e deve ser avaliada para verificar a necessidade de tratamento.

O reganho de peso ocorre, porque depois de algum tempo, o apetite  aumenta, a determinação para praticar exercícios pode diminuir, as pessoas estarão mais acostumadas com seu corpo e, por isso, os elogios serão menos frequentes, o paciente pode estar consumindo álcool e, apresentar quadros psicológicos como depressão.  A pessoa precisa de acompanhamento durante o período que for necessário, para análise da evolução para receber  feedback e manter  a motivação.

É importante manter o acompanhamento com sua equipe médica para maximizar seus resultados e evitar ou controlar o reganho de peso, não se esqueça que o acompanhamento deve ser realizado por um período muito maior que o pós operatório durante o primeiro ano.

Para maiores informações, consulte nossa equipe de especialistas.

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Intolerância a lactose e a obesidade: como se faz um diagnostico?

intolerancia a lactose e obesidade

A obesidade é um desequilíbrio nutricional, proveniente de uma alimentação de má qualidade, dietas restritivas, excesso ou carência de micronutrientes e alterações gastrointestinais.  A obesidade por se tratar de um desequilíbrio pode desencadear alergias, intolerâncias, ansiedade, depressão, compulsão, enxaquecas, entre outros. Assim esse desequilíbrio nutricional dificulta o processo da perda de peso.

A intolerância a lactose é denominada pela incapacidade de digerir o açúcar do leite. A lactose é o açúcar natural existente no leite e derivados. Precisa ser digerida por uma enzima chamada lactase e transformada em glicose e galactose antes de ser absorvida e aproveitada pelo organismo. Seu diagnostico muita das vezes se inicia por manifestações clinicas, ou seja, sintomas como; gases, distensão abdominal, diarreia e cólicas após a ingestão de alimentos que contenham lactose.

Mas para de fato ser diagnosticado como intolerante a lactose existem os seguintes exames: A dosagem de lactase na mucosa duodenal, em fragmento colhido por endoscopia, tem sensibilidade de 95% e especificidade de 100%, porém é um exame invasivo. Pode-se medir indiretamente a capacidade de digestão de lactose. No teste oral, o paciente ingere uma quantidade fixa desse dissacarídeo e a glicemia é dosada antes e depois da ingesta.

O indivíduo capaz de digerir a lactose apresenta um incremento de 20 mg/dL na glicemia. Além de dosar a glicemia, é possível medir o H2 no ar expirado após a sobrecarga oral, pois, pela fermentação da lactose pelas bactérias colônicas, há produção de H2, que é absorvido no intestino e parcialmente eliminado pelos pulmões.

Não é recomendável o início de uma dieta de exclusão de leite baseada em sintomas apenas. Procure o seu médico para ter certeza do diagnostico e assim seguir uma dieta orientada pela sua nutricionista!

Forte abraço

Tâmara Oliveira dos Reis
Nutricionista

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Em busca do equilíbrio

Todos nós já ouvimos a palavra destoxificação. Aposto que já ouviram do seu nutricionista, da colega de trabalho, do vendedor de couve, do programa de culinária na TV. Pois bem, qual é a ligação dessa palavra com a saúde, com a perda de peso?

Vocês sabiam que o nosso fígado exerce diversas funções importantes que nos ajudam a manter o equilíbrio do corpo? Podemos citar:

-produção de bile, essencial na emulsificação de lipídios;

– conteúdo de parte do sistema imunológico;

– síntese e degradação de hormônios como colesterol, estrógeno, testosterona e outros;

– controle no metabolismo de glicose;

– Realização do metabolismo de primeira passagem de nutrientes, drogas, álcool e substâncias diversas ( destoxificação hepática).

Diante de tantas funções é muito importante pensar de como podemos cuidar do nosso fígado. Durante o feriado abusamos um pouco de determinadas substâncias ( xenobióticas) e com isso faz com que este órgão trabalhe dobrado, o que dificulta esse processo de destoxificação.

O que precisamos entender é o que são xenobióticos e como preservar essa função  do fígado, a destoxificação.

Vamos lá, começar pelo começo! O conceito de “xenobióticos’. São qualquer substância química ou molecular estranha ao organismo, originada externamente ou internamente, desde que não possua papel fisiológico conhecido.  Essas substâncias causam irritação e/ou efeito danoso em um organismo, reduzindo a atividade celular, a ação de receptores de enzimas  ou por acometer funções ( absorção, distribuição, metabolismo e excreção).

Os  xenobióticos podem ser de origem externa ou interna. De origem interna podem ser de erros inatos do metabolismo ( ex: fenilcetonúria); desequilíbrio metabólico, por polimorfismo genéticos ou fatores ambientais ( ex: uso de medicamentos, doenças hepáticas prévias); a microbiota intestinal (ex: aumento da permeabilidade intestinal permitindo a passagem de moléculas nocivas alterando adversamente a saúde do individuo).

De origem exeterna existem milhares de compostos químicos tóxicos. Diariamente temos o potencial contato com estes compostos, sendo estes; aditivos alimentares, medicamentos, agrotóxicos de forma geral (herbicidas, fungicidas, pesticidas).

A destoxificação é o processo que busca eliminar essas substâncias xenobióticas. Esse processo ocorre em todas as células, mas principalmente nas do fígado e do intestino.  As reações de destoxificação dão se por um processo de três fases:

Fase I também chamada de bioativação

Fase II conhecida também como conjugação.

Na Fase III última reação tão importante quanto às outras.

Portanto, a Nutrição busca  usar a funcionalidade do alimento para otimizar essas reações.  Ou seja, reduzir a toxicidade de uma substância por meio de alterações químicas induzido no corpo, produzindo um composto menos venenoso ou mais facilmente excretado.

Vários fitoquímicos presentes nos alimentos modulam as reações.  Podemos encontrar esses compostos fitoquimicos nas brassicas ( ex: repolho, couve – flor, couve – manteiga, brócolis, couve de Bruxelas, mostarda, nabo, agrião, rabanete, rúcula.  Os glicosinalatos é um composto bioativo importante para a saúde das células do fígado. Outros compostos bioativos também estão ligados a proteção das células do figado. Como por exemplo os flavonóides, quercitina e rutina.  A cúrcuma, também conhecida como açafrão da terra é riquíssima em curcumina, fitoquimico antioxidante, antiinflamatório e antimutagênico. Assim como os  flavonóides estimula  a síntese e a atividade da enzima presente na fase II a glutationa – S- tranferase (GST).  O alecrim por sua vez muito utilizado para chás possuem em sua composição flavonóides e ácidos fenólicos, como carosol e o ácido carnospoico, que aumentam a atividade da enzima GST, além do ácido ursólico e do rosmanol,  potentes antioxidantes, elimina o óxido nítrico e o peroxinitrito resultantes do processo inflamatório ( possível inibição da enzima iNOs – cuja expressão gênica está aumentada durante o processo inflamatório). Outro chá bastante utilizado no dia a dia é o chá verde, rico em catequinas ( 30 a 40%), seu efeito se dá por ação antiinflamatória, antioxidante, inibe a angiogênese, estimula as fases I e II por meio do aumento da enzima GST.

O alho indispensável para as preparações é rico em compostos organo enxofrados. Está ligado na capacidade de acelerar as enzimas da fase II.

O própolis também é fonte riquíssima de flavonóides. Estudos mostram ação na proteção do fígado de diversos xenobióticos, atua estimulando a  ação da GST.

Portanto, após um longo feriado a dica da nutri é cuidar do fígado. Sabemos agora o tanto que ele é importante para o processo de destoxificação.

Não se esqueçam de consumir água com limão, suco verde, chá de alecrim, chá verde.  Retirar  o uso de álcool, cirragos, alimentos industrializados, bebidas enlatadas.

Não se esqueçam de procurar o profissional nutricionista para a busca do equilíbrio!

Forte abraço

Tâmara Oliveira dos Reis
Nutricionista