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Mudando hábitos alimentares

A alimentação do paciente passará por grandes alterações para garantir o sucesso da operação. É fundamental estar ciente que a nutrição tem um papel importante sobre o valor dos alimentos e o volume, uma vez que a ingestão e absorção serão limitadas.

A pessoa terá o desafio de manter o estado nutricional em uma subnutrição controlada, evitando tanto a desnutrição como a reaquisição de peso. O cumprimento das recomendações nutricionais é crucial.

Também vale ressaltar que é totalmente vedada a troca de dieta, de suplementos e recomendações entre pacientes. Cada organismo responde de uma forma e requer determinados nutrientes e vitaminas. O profissional de nutrição elabora os grupos alimentares conforme cada demanda, ou seja, é arriscado seguir orientações e dicas de outras pessoas.

Para auxiliar a readaptação, listamos algumas dicas valiosas:

  • Hidratação constante: leve sempre uma garrafa de água. A rápida perda de peso pode aumentar o nível de ácido úrico na circulação e será necessária a ingestão de muito líquido para evitar a formação de cálculos nos rins. Deve-se ficar alerta, caso a urina fique muito concentrada (amarelada), bebendo água, mesmo sem ter sede
  • Aprecie a refeição: tenha calma durante as refeições. Escolha um lugar adequado e reserve de 30 a 40 minutos para comer. É muito importante foco e sentir o sabor dos alimentos para o metabolismo se adaptar à nova fase
  • Mastigue devagar: mastigue todos os alimentos de forma lenta para serem bem processados, facilitando a digestão
  • Faça porções pequenas: a quantidade de alimento a ser ingerida será reduzida. Recomenda-se o uso de talheres pequenos, como os de sobremesa e, também, pratos menores
  • Escolha bem os alimentos: priorize os alimentos conhecidos como fontes de proteínas e de alto valor biológico, como carnes magras e brancas, leite desnatado e derivado da soja
  • Faça acompanhamento constante: converse com nutricionista para se orientar sobre a questão da suplementação vitamínica e mineral, evitando problemas. Mantenha consultas regulares para acompanhamento e os exames em dia.

 O bom resultado da operação depende de um trabalho de equipe. Tenha força de vontade e se dedique!

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Benefícios da cirurgia bariátrica

Uma pessoa procura a cirurgia bariátrica quando está sem alternativas por acreditar que esse procedimento é a única solução para controlar a  obesidade, enfrentando uma série de medos e inseguranças. Entretanto, há diversas vantagens com a realização da intervenção, muito além da perda de peso.

        • Doenças: redução da ocorrência de diversas enfermidades, como a hipertensão, diabetes e problemas cardiovasculares
        • Diminuição do risco de mortalidade: os obesos têm grande propensão para desenvolver doenças cardíacas, de articulações e diabetes. A qualidade de vida e de saúde aumenta, garantindo longevidade
        • Controle de diabetes e comorbidades associadas: grande parte dos pacientes consegue manter o nível de glicemia controlado e, muitas vezes, para de tomar remédios, ganhando mais qualidade de vida
        • Autoestima: é, com certeza, o principal benefício. O ganho de autoestima é imensurável com a  criação de uma nova imagem após a perda de peso e a redução no tamanho da roupa, entre outros fatores. É imprescindível o acompanhamento com psicóloga para melhor aceitação e criação de imagem pessoal
        • Hábitos saudáveis: mudança de rotina com a adoção de medidas para valorizarem o bem-estar e a saúde, impactando, positivamente, as escolhas. A alimentação melhora a disposição para atividades físicas.

A cirurgia é um passo para começar uma nova jornada, repleta de descobertas e adaptações, gerando benefícios a curto, médio e longo prazo!

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Efeito Iôiô

As doenças do coração respondem pelo primeiro lugar entre as causas mundiais de morte. Preocupar-se com o próprio corpo não é apenas uma questão de estética, mas, um cuidado com a saúde. Controlar o peso, os níveis de gordura, o colesterol e a glicose, entre outras questões, é essencial para manter uma vida saudável e com menor risco de problemas. A manutenção do peso tem sido algo difícil para grande parte da população e muitas pessoas acabam enroladas pelo efeito ioiô, engordando e emagrecendo com a mesma intensidade, interferindo diretamente no funcionamento do coração.

Diversas pesquisas já comprovaram que a obesidade aumenta as chances de problemas no coração. Entretanto, o estudo liderado por Somwail Rasla, do Hospital Memorial de Rhode Island, nos Estados Unidos, revelou que o hábito de fazer dietas e passar por fases de perda e ganho de peso repetidamente também aumenta as chances de óbito. A pesquisa avaliou 158 mil mulheres em fase pós-menopausa, durante 11 anos, constatando que as voluntárias apresentaram peso normal no princípio da avaliação e, ao passarem por ciclos de perda e ganho de peso, apresentaram 66% a mais de risco de morte por ataque cardíaco do que aquelas que mantiveram o ponteiro da balança num patamar estável, mesmo já estando acima do peso.

O estudo é uma boa ferramenta para demonstrar a importância de uma vida equilibrada. O ideal é ter uma rotina de alimentação, sempre com hábitos saudáveis. Caso seja preciso perder uma quantidade maior de peso, o indicado é recorrer a alguma prática prazerosa para conseguir manter a sequência, ou formas mais radicais, como por exemplo a cirurgia bariátrica, propiciando que se elimine o excesso necessário. Após perder peso é indicado a manutenção com acompanhamento profissional para garantir uma seqüência saudável de alimentação e acabar com o perigoso efeito ioiô.

A atividade física é também uma forte aliada na prevenção de doenças ligadas a obesidade e ao coração. Reservar tempo para praticar exercícios ajuda a colocar a saúde em sincronia com a rotina, proporcionando bem-estar para quem pratica e evitando o reganho de peso tão frequente.

Os profissionais da área de saúde são indicados para acompanhar o paciente antes, durante e depois do processo de emagrecimento. Adotar um estilo de vida saudável, evitando dietas mirabolantes e arriscadas, são dicas importantes para conseguir controlar o peso e problemas como colesterol, pressão arterial e glicose. Cuidar do próprio corpo é a melhor maneira de manter a saúde adequada.

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Principais dúvidas sobre cirurgia da obesidade

A opção pela cirurgia bariátrica é uma decisão difícil e envolve muitas questões, inseguranças e dúvidas. Qual o imc indicado, o tempo necessário de espera para poder engravidar e se perderão os cabelos são alguns dos principais questionamentos dos futuros gastroplastizados.

Levantamos as principais perguntas com as respectivas explicações dadas pela equipe do Instituto Mineiro de Obesidade e Cirurgia. Confira:
– Tem risco?

Existem riscos como qualquer operação. Entretanto, os estudos revelam que o risco é muito maior do paciente morrer em decorrência de complicações clínicas da própria obesidade que com o procedimento cirúrgico. As estatísticas apontam que é 12 vezes maior a taxa de mortalidade entre os grandes obesos (aqueles com o dobrou ou mais que seu peso) que a população em geral na faixa dos 25 aos 35 anos. Esse grupo morre mais cedo por desenvolver doenças decorrentes da obesidade. É raro encontrar um grande obeso com 70 anos ou mais. As publicações científicas informam que a mortalidade decorrente da cirurgia bariátrica laparoscópica foi de 0,3%, demonstrando que o risco de morte em pacientes obesos submetidos à cirurgia bariátrica é 35% menor que entre os obesos (com IMC > 35 Kg/m²), tentando apenas o tratamento clínico (medicamentoso).

 – Vou ficar careca?

Cerca de 70% dos pacientes sofrem de queda de cabelo após a cirurgia bariátrica, geralmente, entre o 3º e 7º mês de pós-operatório. A situação é decorrente da carência de proteínas e nutrientes, durante os primeiros meses após a cirurgia. A equipe de nutrição deve ser comunicada para minimizar essa queda.

– Posso comer normalmente depois da operação?

Após a operação, os pacientes precisam de um acompanhamento especializado, envolvendo avaliações permanentes e cuidados nutricionais.  Paulatinamente, o paciente é liberado para progredir a dieta, sob orientação de nutricionista.

 – Posso voltar a ser obeso?

Na maioria dos casos, o ganho de peso ocorre quando o paciente não assume hábitos saudáveis, como a adoção de dieta menos calórica e mais nutritiva e a prática de exercícios físicos regulares. O reganho costuma ocorrer a partir dos dois primeiros anos de operado.

– Poderei engravidar depois da cirurgia?

Sim, após 18 meses da operação, sob a orientação médica.

– Após a operação ficarei depressivo?

Não há nenhuma relação comprovada. Se o paciente apresentar sintomas da doença, provavelmente, estão relacionados a outro fator que deverá ser investigado por psicólogo ou psiquiatra.

Em hipótese alguma, o paciente deve operar se tiver alguma dúvida ainda não  esclarecida. O ideal é confiar no cirurgião, apresentando as dúvidas para esclarecer todos os aspectos da cirurgia, antes de marcá-la.

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Dicas para sucesso da operação

A cirurgia bariátrica é uma ação importante para combater a obesidade, entretanto, não é suficiente para se manter saudável e no peso ideal. A conquista do resultado esperado requer uma abrupta mudança de hábitos, um novo estilo de vida e uma dieta condizente com a nova situação.

Muitos pacientes se empolgam com a perda de peso nos primeiros meses e se esquecem das recomendações que devem seguir a risca, assim como o acompanhamento multidisciplinar para garantir uma evolução e uma recuperação com qualidade e saúde. É importante ressaltar que cada técnica utilizada gera uma perda de peso diferente e demanda cuidados específicos, tornando a conversa com o cirurgião um dos pontos principais para o sucesso da operação.

Há pontos que devem ser destacados para você obter uma taxa de sucesso elevada e evitar riscos de complicações:

  • Adote uma dieta saudável e equilibrada, rica em proteínas e nutrientes. Evite alimentos que não foram liberados pela nutricionista, como vitaminas e suplementos. Quando utilizados de forma errada, podem prejudicar a perda de peso e provocar danos à saúde
  • Faça refeições fracionadas em pequenas porções. Você poderá usar talheres e pratos menores para ajudar, auxiliando o organismo a se acostumar com a nova quantidade de comida
  • Evite alimentos ricos em açúcar, amido e alto teor de gordura
  • Faça exercícios aeróbicos, pelo menos três vezes na semana. Comece com caminhadas leves e, assim que o médico liberar, vá para a academia. O importante é não ficar parado e voltar ao sedentarismo
  • Continue com o acompanhamento multidisciplinar, mesmo que o peso ideal seja atingido. Lembre-se que o caminho é longo e é necessário um monitoramento de perto da evolução do quadro pós-cirúrgico
  • Ao sentir algum sintoma diferenciado, procure o médico. Evite fazer busca na internet, pois cada organismo é um e os sintomas podem apontar coisas diferentes

 

Para uma recuperação total e uma nova qualidade de vida, o paciente depende apenas de sua força de vontade e disciplina. O resultado estará mais perto do que se imagina!