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Minilaparoscopia: A Equipe do Imoc Avançando na Cirurgia Laparoscopica

A mudança da cirurgia convencional ou aberta para a operações por vídeo (laparoscópica) foi considerada uma enorme evolução médica nos últimos anos. Trouxe vários benefícios aos pacientes como menor tempo cirúrgico e de internação, menor dor na recuperação, retorno mais rápido ao trabalho e menores riscos de infecções nas feridas.

Seguindo esta evolução, apareceu nos últimos anos uma nova tecnologia chamada minilaparoscopia, conhecida como “cirurgia com agulhas” (needlescopic surgery). Este novo método combina excelentes resultados estéticos com elevado índice de segurança, dispondo basicamente dos mesmos materiais da laparoscopia convencional, porém de tamanhos extremamente reduzidos.

Esta novidade já está presente no IMOC e disponível aos seus pacientes. Trata-se de um  método diferenciado que usa pequeninos cortes cutâneos de 3mm (a laparoscopia normal usa entre 5mm e 15mm), com cicatrizes quase que imperceptíveis após 3 a 4 semanas.

Os procedimentos mais indicados para este novo método são a colecistectomia (operação para “pedra na vesícula”), laparoscopia diagnóstica e biópsias, hérnias da parede abdominal, refluxo gastroesofágico e algumas cirurgias ginecológicas.

Procure o cirurgião do IMOC e informe-se desta novidade.

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Pergunte ao seu cirurgião

Escolher o cirurgião que irá realizar sua cirurgia bariátrica não é uma tarefa fácil, exige muita pesquisa e indicação. Lembre-se que você depositará toda sua confiança e sua vida neste processo! Por isso, o médico não pode te intimidar ou fazer com que você se sinta incomodado em perguntar. Um bom profissional gostará de informá-lo e irá orientá-lo para que tudo corra bem e você fique tranquilo durante todo o processo.

Algumas perguntas não podem faltar em seu questionamento, pois darão o norte para sua operação. Confira abaixo quais são e o porquê de fazê-las:
– Qual a técnica que ele irá utilizar? Ela é uma novidade? A medicina está sempre em evolução, porém é necessário entender que dependendo do momento a técnica mais moderna pode não ser a mais indicada. Podem não haver resultados suficientes e registros sobre problemas a longo prazo. O indicado é que o cirurgião realize sempre uma técnica que está consolidada para obter uma maior chance de sucesso.

– Quantos pacientes ele já operou? Tenha em mente que a cirurgia é uma técnica manual e quanto mais vezes se realiza, maior é o domínio da prática e melhor é o resultado. Quando se trata de obesidade, deve-se procurar um profissional que realize o procedimento cinquenta vezes ao ano, no mínimo. Isso atesta seu conhecimento e controle da técnica.

– Em qual hospital ele irá operar? Você deverá ter direito a uma excelente estrutura hospital, com diversos profissionais aptos a estarem no local. A cirurgia bariátrica é um procedimento difícil e complexo que deverá contar com o máximo de apoio da equipe de cuidados intensivos.

– O cirurgião atua junto uma equipe multidisciplinar? Sabemos que a cirurgia é apenas o primeiro passo para um bom resultado contra a obesidade, por isso, pergunte se ele possui o apoio de profissionais de outras áreas que irão acompanhar juntamente seu caso e sempre buscar as melhores soluções.

 

Estar ciente dos riscos e dos desafios que você deverá enfrentar antes, durante e depois da cirurgia é essencial para que tudo transcorra bem. Escolha um bom médico, tire suas dúvidas, sinta-se seguro para realizar o procedimento e prepare-se para a mudança de vida.

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Obesidade e apneia: existe relação?

Por Michelle Nery, fisioterapeuta do IMOC

A incidência de obesos que apresentam apneia obstrutiva do sono é bastante alta na prática clínica. Mas, afinal, o que é apneia?

A apneia é definida como uma interrupção transitória da passagem de ar pela garganta, por um período superior a dez segundos. Sempre associada ao ronco, produz uma diminuição rápida da oxigenação sanguínea. Na tentativa de restabelecer a oxigenação, o organismo envia um “sinal” ao cérebro despertando-o por tempo suficiente para que consiga desobstruir a garganta. Ou seja, ocorre um microdespertar que o indivíduo pode não perceber e nem se lembrar no dia seguinte.

Um dos fatores de risco para a apneia obstrutiva é a obesidade. No indivíduo obeso, a gordura depositada no tórax e no pescoço modifica o funcionamento da parte respiratória, uma vez que pulmões, diafragma e garganta ficam pressionados e têm sua movimentação comprometida. Quanto maior o percentual de gordura nessas regiões, maiores as possibilidades do indivíduo desenvolver a apneia obstrutiva do sono.

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Fonte: http://www.sbh.org.br/geral/sbh-na-midia.asp?id=317

Dentre os principais sintomas da apneia estão o ronco e a sonolência diurna, esta última, explicada pelas interrupções do sono causadas pela falta de oxigênio. Outros sintomas da apneia são: acordar com sensação de sufocamento, ofegante; sentir boca seca ou dor de garganta pela manhã; dificuldade de concentração e irritabilidade.

A apneia pode ser detectada somente através do exame de polissonografia, mas o quadro clínico do paciente serve como dica para que o profissional especializado solicite esse exame e oriente o paciente sobre os riscos e tratamentos disponíveis.

Importante ressaltar que este é um problema grave e que pode mudar a vida do paciente, pois contribui para o desenvolvimento de certos transtornos que podem colocar a vida em perigo. Entretanto, tem tratamento, que pode ser clínico ou cirúrgico, dependendo da gravidade de cada caso.

O tratamento conservador mais utilizado atualmente para a apneia obstrutiva do sono é o uso do CPAP nasal, que consiste em uma máscara utilizada na face ligada ao aparelho compressor de ar. A indicação do CPAP varia conforme o grau da apneia identificado no exame de polissonografia.

Com o tratamento, a respiração adquire um ritmo regular, os roncos diminuem ou até mesmo acabam, a qualidade do sono melhora e o paciente fica mais disposto para realizar suas atividades diárias.

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Técnicas de cirurgia

Atualmente, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica reconhece quatro tipos de técnicas cirúrgicas como opções para o tratamento da obesidade. Elas se diferenciam pelos mecanismos de funcionamento e, normalmente, são feitas por videolaparoscopia. Cada uma possui benefícios e desvantagens:

  • Banda gástrica ajustável: criada em 1984 e trazida ao Brasil em 1996, a banda gástrica ajustável representa menos de 5% dos procedimentos realizados no país. Apesar de não promover mudanças na produção de hormônios como o bypass, essa técnica é segura e eficaz na redução de peso. Instala-se um anel de silicone inflável ajustável ao redor do estômago que aperta o órgão, tornando possível controlar o seu esvaziamento. O objetivo é dificultar a entrada de alimentos no estômago, resultando numa perda de peso de 20% a 30%, sendo dependente da cooperação do paciente e dos tipos de alimentos ingeridos. Deve ser acompanhada de reeducação alimentar.
  • Gastrectomia vertical ou sleeve: a gastrectomia vertical (gastrectomia em manga, gastrectomia tubular ou gastrectomia sleeve) é um dos novos procedimentos bariátricos que tem recebido aceitação global, com bons resultados em múltiplos centros médicos em vários países. Nesse procedimento, o estômago é transformado em um tubo, com capacidade de 80 a 100 mililitros. Funciona como uma restrição gástrica, com remoção de 70% a 80% do estômago, diminuindo a produção de uma substância chamada grelina (hormônio da fome). Deve ser realizada por equipes bem treinadas e suporte multidisciplinar adequado.
  • Derivação bileo pancreática ou duodenal switch: corresponde a associação entre gastrectomia vertical e desvio intestinal. Nessa cirurgia, 85% do estômago é retirado, porém a anatomia básica do órgão e sua fisiologia de esvaziamento são mantidas. O desvio intestinal reduz a absorção dos nutrientes, determinando emagrecimento. Criada em 1978, a técnica corresponde a menos de 5% dos procedimentos e leva à perda de 40% a 50% do peso inicial.
  • Bypass Gástrico (Gastroplastia em Y de Roux ou Fobi-Capella): estudado desde a década de 60, o bypass gástrico é a técnica bariátrica mais praticada no Brasil, correspondendo a 70% das cirurgias realizadas, devido a sua segurança e, principalmente, sua eficácia. O paciente submetido à cirurgia perde de 40% a 45% do peso inicial. Nesse procedimento misto, há a restrição mecânica representada pela redução gástrica que restringe a ingestão alimentar e uma mudança na produção de hormônios que modulam a fome e a saciedade. Esse somatório entre menor ingestão de alimentos e aumento da saciedade é o que determina o emagrecimento, além de controlar o diabetes e outras doenças. Bypass Gástrico (Fobi-Capella) é o que determina o emagrecimento e controla o Diabetes e outras doenças, como a Hipertensão arterial. Acreditava-se que a colocação de um anel estreitando a passagem pelo reservatório antes da saída da bolsa para a alça jejunal retardaria o esvaziamento para sólidos, aumentando, ainda mais, a eficácia dos procedimentos. Atualmente, a literatura aponta para resultados benéficos semelhantes com ou sem o anel. Complicações nutricionais podem ser mais frequentes com a colocação do anel.

 

A escolha da técnica deverá ser sempre do cirurgião que irá avaliar qual a melhor para o seu caso e qual o menor impacto para seu organismo. É interessante saber como elas funcionam, mas deixe a decisão na mão de seu médico.

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Gravidez pós-bariátrica

Gravidez e obesidade não combinam. Assim, muitas mulheres buscam na cirurgia bariátrica a solução para uma gestação mais plena e segura. Ela representa um grande ganho, pois sua realização diminui as chances da mulher desenvolver eclampsia, sofrer abortos e até ter um parto prematuro, além de proteger o bebê das mesmas doenças.

A gestação só é recomendada após 18 meses da realização da cirurgia e, claro, depois de um acompanhamento médico. Esse tempo deve ser respeitado, pois o corpo perde muitos nutrientes e vitaminas gerando fatores que podem prejudicar o bebê. Assim, as deficiências nutricionais devem estar devidamente tratadas antes de se cogitar alguma concepção.

Estudos apontam que engravidar antes do período indicado, aumenta as chances de abortos em 50%, além de riscos de problemas neurológicos e partos prematuros.

Um alerta! Durante esse meses de pós-operatório, as mulheres que tomam o anticoncepcional oral devem reforçar a prevenção com o uso do preservativo, pois a pílula pode não ser adequadamente absorvida pelo organismo.

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Fonte: Folha de S.Paulo

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Contraindicações da cirurgia

Para se realizar a cirurgia bariátrica, há uma lista de critérios que devem ser seguidos rigorosamente a fim de evitar complicações que podem ser fatais. Uma das grandes dúvidas dos pacientes é: quais os fatores que podem me deixar inelegível para a cirurgia bariátrica? Eles são poucos, porém graves e, em nenhuma hipótese, devem ser descartados.

Conheça-os:

  • Limitação intelectual significativa: quando o paciente não consegue compreender a magnitude da operação ou dá indícios que não irá seguir as recomendações do pós-operatório, principalmente, das dietas restritivas. Também não é recomendado caso ele não possua um suporte familiar adequado.
  • Transtorno psiquiátrico: caso o paciente apresente algum quadro clínico que não pode ser controlado, a contraindicação é absoluta. Casos como depressão e ansiedade só deverão ser liberados se estiver comprovado a capacidade da pessoa compreender e seguir a risca as orientações médicas.
  • Vícios: alcoólatras e pessoas que tencionam ao alcoolismo não devem realizar a cirurgia, assim como os usuários de drogas ilícitas. Além de não ter controle no pós-operatório, a ingestão de substâncias tóxicas pode causar danos ao organismo do paciente que fica fragilizado.
  • Pacientes menores de 16 anos: não é recomendada, pois o corpo ainda está em desenvolvimento. A cirurgia é recomendada entre 16 e 18 anos sempre que houver indicação e consenso entre a família ou o responsável pelo paciente e a equipe multidisciplinar.
  • Doenças genéticas: se o paciente tiver alguma doença genética que pode gerar complicações durante a cirurgia ou no pós-operatório.

Esse são os itens que impedem a realização da cirurgia, se você não se enquadra em nenhum deles deverá seguir as diretrizes usuais: ter o IMC acima de 35 associado a comorbidades associadas a obesidade. Em todo caso, a recomendação é marcar uma consulta com o cirurgião para que ele avalie se você é um candidato à cirurgia ou não.