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SBCBM orienta pacientes obesos a se vacinarem contra o h1n1 por serem de grupo de risco

img-interna-prevencao-h1n1Pessoas com índice de massa corporal (IMC) maior ou igual a 40kg/m² apresentam maior risco do desenvolvimento de complicações relacionadas à gripe, particularmente H1N1, e por isto devem procurar o médico-cirurgião para realização do pedido médico comprovando sua condição e a necessidade de imunização. No caso de pacientes já operados, o médico deve avaliar a condição clínica para autorizar ou não a imunização.

A temporada de gripe que normalmente inicia junto com o inverno, no mês de junho, começou este ano no Brasil três meses antes. A principal preocupação é com o surto de casos de H1N1, um subtipo do influenzavírus A. Por conta disso, oito Estados decidiram antecipar em algumas cidades a campanha de vacinação, inicialmente programada para começar em 30 de abril.

A vacinação é feita por grupos prioritários, tendo início com profissionais da área de saúde passando por gestantes, idosos, crianças entre 6 meses e 5 anos, mulheres que deram à luz há menos de 45 dias, povos indígenas e portadores de doenças crônicas ou outras que afetem o sistema imunológico. Neste caso, enquadram-se os obesos mórbidos ou grau 3, que são aqueles que possuem o índice de massa corporal (IMC) maior ou igual a 40kg/m². No caso de síndrome metabólica grave ou de diabetes a vacinação também deverá ser realizada.

Para os pacientes que já foram operados deverá ser feita uma avaliação individualizada pelo cirurgião, levando em conta o tempo de pós-operatório, recuperação e a situação das comorbidades com o objetivo de definição do melhor momento para realização da vacina, que deverá ser aplicada de acordo com a solicitação médica.

Vale destacar que a prevenção é sempre o melhor método de evitar qualquer tipo de doença. No caso do vírus da gripe, ações simples como lavar bem as mãos com certa frequência, utilizar álcool em gel e também manter ambientes ventilados, podem inibir muito a transmissão do vírus.

Via SBCBM

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O papel da clínica de nutrição em cirurgia bariátrica

Enfatizar o papel da alimentação saudável, equilibrada e adequada e sua importância nos procedimentos cirúrgicos no que se refere à cicatrização, imunidade, coagulação sanguínea, entre outros.

Orientar sobre o impacto da cirurgia em relação ao estado nutricional em curto, médio e longo prazo, reforçando a importância do monitoramento nutricional.

A evolução da dieta nas diversas fases da cirurgia, detalhando suas implicações, assim como as particularidades de acordo com a técnica cirúrgica.

Orientações quanto ao uso do complexo vitamínico-mineral ao longo da vida, além de analisar os casos em que há necessidade de recomendações de macro e micronutrientes específicos.

Orientar quanto ao estilo de vida saudável, enfatizando a importância da participação e responsabilidade do paciente nas mudanças dos hábitos alimentares e na prática de atividades físicas, considerando metas realistas, assim como o contexto familiar e o modo de vida de cada um.

Abordar sobre os padrões alimentares (preparações hipercalóricas, hiperglicídicas e o volume das refeições) bem como horários – o jejum prolongado e suas consequências.

Compreender as mudanças no trato gastrintestinal, e, portanto, a importância da mastigação e deglutição completas e suas implicações. Nesse contexto, preparações de fácil digestão e menos fermentativas devem ser priorizadas, além de orientações dietéticas laxantes ou constipantes, hiperídricas e suplementação de módulos industrializados, de acordo com cada necessidade.

A perda de peso adequada a sua manutenção após dois anos seguintes à cirurgia, a reversão ou controle de comorbidades, a prevenção e o controle de déficits nutricionais estão relacionados com modificações básicas de estilo de vida.

A mudança no comportamento alimentar é imprescindível para garantir o sucesso cirúrgico, já que o padrão inadequado é uma das causas para o ganho ponderal após a cirurgia.

PROTOCOLO DE ATENDIMENTO NUTRICIONAL

*Pré-operatório
*Pós-operatório
*28 a 40 DPO – Desnutrição Protéico – Calórica

Posteriormente o acompanhamento passa a ser a cada três meses, durante o primeiro ano, a cada quatro ou cinco meses durante o segundo ano e em seguida duas vezes ao ano.

CONSULTA INDIVIDUALIZADA NO PRÉ-OPERATÓRIO

No pré-operatório é feita a anamnese (uso de medicação, consumo de álcool, investigação detalhada do padrão alimentar individual e da família), avaliação antropométrica, análise de exames bioquímicos e orientações dietéticas, firmando o diagnóstico nutricional, a fim de identificar fatores que possam interferir na adesão da dieta proposta e na prevenção de possíveis déficits nutricionais.
O paciente deve receber orientações dietéticas para o pós-operatório imediato.

O atendimento nutricional deve ser realizado de preferência com o paciente acompanhado por familiares, cuidadores ou responsáveis pela preparação da dieta no domicílio.

Avaliar a necessidade de encaminhar a outros especialistas como hematologistas, cardiologistas, endocrinologistas dentre outros.

CONSULTA INDIVIDUALIZADA NO PÓS-OPERATÓRIO

No pós-operatório, após um dado período é freqüente o aparecimento de carências nutricionais, o que implica necessidade de avaliação nutricional mais detalhada, envolvendo antropometria, avaliação bioquímica, sinais clinico- nutricionais e avaliação dietética.

Com base na avaliação nutricional serão estimadas as carências nutricionais dos pacientes, sendo indicada a ingestão de proteína (60g a 120g), uma vez que os estoques de aminoácidos encontram-se reduzidos com elevada ocorrência de desnutrição protéico-calórica (DPC).

A orientação deve incluir cardápios individualizados com substituição de alimentos e preparações equiparados aos da dieta usual, além de suplemento dietético quando necessário.

Ao final de cada consulta o paciente deve ter consciência da “participação ativa” no processo de mudanças pós-operatórias que envolvem aspectos físicos, nutricionais e psicossociais.

Ana Paula Meireles
Nutricionista- CRN7455
Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica
Especialista em Obesidade e Transtornos Alimentares pelo Hospital das Clínicas, SP.
Pós – graduada em Nutrição Materno – Infantil pelo Centro Universitário de Belo Horizonte.